Campanha Salarial 2008
Colega, você sabia que a dívida dos reitores conosco vem crescendo a cada mês?
Será que não vale a pena parar um pouquinho com sua faina diária para cobrar mais respeito do Cruesp aos nossos salários?
Pode-se economizar palavras e deixar os números contarem por quê o Cruesp está evitando marcar reunião com o Fórum das Seis e deixou de divulgar as planilhas de comprometimento salarial desde maio de 2008.
A Tabela 1 mostra os reajustes salariais que conseguimos nos últimos três anos e, ao mesmo tempo, o correspondente crescimento percentual nominal do ICMS. Percebe-se que em todos esses anos o crescimento da arrecadação esteve significativamente acima do nosso reajuste, sendo que até julho de 2008, em particular, ele está 12,2% acima do reajuste que recebemos. Abstraindo por um momento as diferenças dos anos anteriores, se 85% deste crescimento adicional viessem para salários, eles deveriam ter um acréscimo de 10,4%, o que daria um reajuste global em 2008 de 17,6%.
Mas e aí? O comprometimento salarial ficaria um absurdo?
A Tabela 2 mostra a parcela de comprometimento salarial no ICMS repassado às universidades estaduais paulistas para algumas situações particulares. O percentual médio conjunto, de 1995 a 2007, foi de 87,09%. Até a última planilha Cruesp que foi tornada pública (maio/08) ele estava em 79,44% e, se continuarmos apenas com o reajuste salarial de 6,51%, nossa projeção é que ele terminará 2008 em 77,92%, abaixo até mesmo do menor valor registrado até hoje, que foi 78,17% no ano 2000.

E se tivéssemos um reajuste adicional de 10,4%, retroativo a maio?
O comprometimento conjunto ficaria em 83,13%, abaixo da média calculada desde 1995, quando foi definido o percentual de 9,57% da Quota-Parte do ICMS para as universidades estaduais paulistas
A disponibilidade de recursos para recuperar nossos salários tem crescido sucessivamente nestes anos, permitindo a imediata incorporação da parcela fixa de R$ 200,00, o que representaria um reajuste médio de 4,5%, além de um reajuste linear de 5,9%, totalizando 10,4%.
Você não acha que frente a essa situação é preciso reagir?
matéria publicada no Informativo nº 269
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