Campanha Salarial 2011
Não queremos negociar salários… “naquela base”!
Como tem acontecido nos últimos vinte anos da história da Adusp, todo mês de março é marcado pelo início da construção da pauta de reivindicações de data-base. Isso acontece porque no dia 10/4/1991, em uma reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, foi definido “o dia 1º de maio de cada ano como como data-base para negociação salarial do pessoal servidor das Universidades Estaduais Paulistas” .
Nossa
s reivindicações salariais, como ocorre com todas as categorias de trabalhadores, visa repor a inflação do período, além de recuperar parte de nossas perdas históricas. Nosso referencial histórico, nos últimos anos, é o salário médio de 1989, primeiro ano de vigência da autonomia. Isso representa cerca de 30% para os docentes e 36% para os funcionários. Assim, a reivindicação salarial apresentada pelo Fórum das Seis em sua pré-pauta unificada (publicada no Jornal do Fórum das Seis nº 3), para debatermos em nossa assembleia de 22/3, é a seguinte:
- Reposição de x% para docentes e y% para funcionários técnico-administrativos das três universidades — correspondente à inflação do período maio/2010 a abril/2011 + uma parcela diferenciada para recuperar parte das perdas históricas de docentes e funcionários e eliminar a diferença na defasagem entre os dois segmentos a partir de maio de 2011);
- Parcela de reposição que reduza injustiças sociais, diminuindo a relação entre o maior e o menor salário (Obs: não há consenso sobre este item no Fórum das Seis);
- Revisão salarial no segundo semestre de 2011, de acordo com o compromisso celebrado entre o Cruesp e o Fórum das Seis em 10/4/1991.
Pretendemos apresentar nossa pauta ao Cruesp até 15/4. Com o intuito de estabelecer, conjuntamente, um calendário de negociação, o Fórum das Seis já oficiou à presidência do Cruesp, solicitando reunião para estabelecer acordo sobre as datas das reuniões, nas quais debateremos as propostas vindas dos reitores e do Fórum das Seis.
Infelizmente, nos últimos anos as coisas não foram tão simples assim. Pelas mais variadas razões, as negociações têm sido “naquela base”: o Cruesp diz é isso, e pronto! Precisamos reverter esse quadro. Não podemos deixar que se repitam os desrespeitos dos reitores com relação à data-base. Para isso, é necessário mostrar que, para nós, data-base é coisa séria. Portanto, nada melhor do que uma assembleia expressiva, na qual possamos discutir e deliberar sobre nossa pauta de reivindicações.
Informativo nº 321
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