Defesa da Universidade
Curso de música da ECA-RP teve 4,9 candidatos por vaga em 2010 (e não 1,37 como disse a Folha de São Paulo)
A professora Silvia Berg, supervisora do Curso de Música da ECA-USP no campus de Ribeirão Preto, enviou correspondência ao jornal Folha de S. Paulo e ao Informativo Adusp, a propósito do noticiário sobre eventual fechamento de cursos na USP, após a sessão do Co de 14/9, que aprovou diretrizes para a criação de cursos de graduação (vide Informativo Adusp 313, p. 4).
“O curso de Música de Ribeirão Preto teve na verdade 137 inscrições em 2009 para um total de 30 vagas, resultando num índice de 4,57 candidatos/vaga”, e em 2010 “147 inscrições para 30 vagas com índice de 4,9 candidatos/vaga”, esclarece a professora Sílvia.
Matéria publicada pela Folha de S. Paulo em 21/9 afirma que o curso teria tido 1,37 candidatos/vaga no último vestibular. “Essa informação é equivocada”, contesta a supervisora.
“Distorção”
Os candidatos “submeteram-se inicialmente à Prova Específica de Música, na qual 41 foram aprovados para as provas seguintes da Fuvest”. Segundo a professora, contudo, o ideal seria a passagem da prova específica para a segunda etapa do vestibular: “Essa medida simples faria desaparecer a distorção estatística questionada acima”.
A professora acredita que a charge publicada na capa do Informativo Adusp 314, cujo texto afirma ironicamente “Música!? A procura é fraca… extingue!”, reforça o equívoco difundido pela Folha.
O Informativo Adusp, porém, procurou chamar atenção para o absurdo de um critério baseado no índice candidatos/vaga e que desconsidera a importância sócio-cultural dos cursos. “Procura baixa” não pode ser o critério que decide o fechamento de um curso.
Informativo nº 316
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Reitoria cede, atende às reivindicações dos(as) funcionários(as) e propõe nova gratificação; acordo de final da greve foi assinado na quinta-feira (23/4)
- Fórum das Seis encaminha Pauta Unificada ao Cruesp; perda salarial entre maio de 2012 e março de 2026 é de 15,97%
- Pró-Reitoria de Graduação adota tom duro e ameaça punição indireta de estudantes em greve, ao proibir compensação de aulas e outros ajustes; “é retaliação”, reage DCE
- Comunicado da PRG ignora reivindicações discentes, ameaça qualidade dos cursos e pode coibir docentes que queiram oferecer alternativas a estudantes
- Primeiro dia de greve dos(as) funcionários(as) e paralisação de estudantes afetam toda a USP e impõem desafios ao início da gestão Segurado-Bernucci