Defesa da Universidade
GT Atividade Docente tergiversa
A Adusp enviou ofício ao reitor M.A. Zago, em 29/10, no qual encarece a necessidade de transparência das atividades do GT Atividade Docente (GTAD), criado pela Portaria 6.545 de 30/4/2014.
No documento, o presidente da Adusp, professor Ciro Correia, lembra ao reitor que “já deve ter transcorrido o prazo de 120 dias (contados a partir da instalação de seus trabalhos) estabelecido na portaria para que o grupo de trabalho apresente seu relatório”, e que, “a despeito dos esforços que envidamos, não tivemos sucesso em conseguir agendar um debate entre representantes desta entidade e do referido grupo de trabalho”.
Na resposta encaminhada à Adusp em 1º/8/2014 (Ofício GT Doc. 02/14), o professor Ricardo Terra, presidente do GTAD, ponderava que “o GT deva ouvir mais a comunidade universitária antes do debate com a diretoria da Adusp”. Porém, Ciro registra que “até o momento não se tem notícias públicas das atividades do referido grupo de trabalho, nem que a comunidade universitária tenha sido ouvida a respeito de seu tema de trabalho”.
Convite reiterado
Assim, reitera-se no ofício de 29/10, além do pedido de informações, “o convite desta entidade para a realização de debate nos termos mencionados, em data a ser acertada de comum acordo”.
O Informativo Adusp encaminhou ao professor Ricardo Terra, presidente do GTAD, algumas questões: quantas reuniões foram realizadas até o momento e quais os principais tópicos debatidos, no tocante ao RDIDP. Indagou ainda: “O sr. parece discordar da proposta da Adusp de realizar um debate com a comunidade antes da apresentação do relatório final do GT. Como fundamenta esta negativa?”
Em resposta, Terra declarou o seguinte: “As informações solicitadas se encontram no vídeo sobre o GT gravado por mim e enviado para todos os docentes da Universidade. Fica claro no vídeo que pretendemos realizar debates com vários setores da comunidade universitária antes da apresentação final do GT. O debate com a diretoria da Adusp poderá ser uma dessas atividades”.
No entender da diretoria da Adusp, “a lacônica e deselegante resposta só faz aumentar a percepção quanto à resistência da Reitoria e do GT em sair a público para explicitar as perspectivas e orientação do trabalho que desenvolvem, em especial quando o que está em pauta é algo tão essencial à academia como a atividade docente”. “Talvez se esteja, mais uma vez, diante de uma situação onde se pretenda apresentar um conjunto de medidas acabadas com o objetivo de fazê-las prevalecer sem o devido debate. Não seria a primeira vez! Registre-se o alerta”.
Informativo nº 394
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