Defesa da Universidade
Ocupação da Creche Oeste comemora dois anos de mobilização
Ocupantes prepararam o espaço da unidade para receber convidados e para as brincadeiras das crianças. A luta pela reabertura da creche, que atendia mais de cem meninos e meninas, continua também na Justiça
Música, bate-papo e degustação de comes e bebes preparados pelos ocupantes marcaram a comemoração dos dois anos de ocupação da Creche Oeste, no campus do Butantã, no final de tarde chuvoso desta quinta-feira (17/1).
As crianças também participaram da comemoração e apagaram as velinhas do bolo vegano de café servido no encontro.
A Creche Oeste está ocupada desde 17 de janeiro de 2017, um dia depois de a Reitoria da USP ter anunciado, de surpresa e em meio às férias acadêmicas, que seria realizada a transferência de seus equipamentos, materiais e mobiliário para a Creche/Pré-Escola Central, também no campus do Butantã. Desde então, os ocupantes têm realizado atividades no espaço e mantido a mobilização pela reabertura da unidade, que atendia mais de cem crianças.
A Associação dos Pais e Funcionários (Apef) da Creche Oeste vem lutando pela reabertura também na Justiça. Em setembro do ano passado, a 9a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo proferiu acórdão que atende pedido da Reitoria da USP e reverte decisão anterior quanto a um mandado de segurança impetrado pela Apef que determinava a reabertura da creche.
A Apef entrou então com embargos de declaração – uma espécie de recurso julgado pelo próprio órgão que prolatou a decisão –, mas não teve sucesso. Os advogados aguardam a publicação da decisão dos embargos para entrar com recurso especial e recurso extraordinário nos tribunais superiores (STJ e STF).
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Greve estudantil na Faculdade de Medicina de Bauru expõe precariedade das condições de ensino; as aulas do curso ainda acontecem na FOB e número de funcionários e docentes é insuficiente
- Na segunda, 28, comunidade da Faculdade de Educação realiza ato público em defesa de sua Biblioteca; teto cedeu em maio e chuvas podem destruir o acervo, mas Reitoria retarda obras
- No lugar dos livros, piscinas plásticas e baldes: desde maio, a Biblioteca da Faculdade de Educação vive uma rotina de emergências, sem solução rápida da Reitoria para restaurar o telhado do prédio
- Reforma total do prédio da FE-USP, que levaria anos, é uma das alternativas apresentadas pela Reitoria em reunião com representantes da faculdade após ato que cobrou providências da gestão
- Evidências científicas de fraude sistêmica no Provão Paulista são ignoradas pelo governo estadual, que fala em ampliar número de vagas no ensino superior oferecidas pelo exame

