Fundações
Fundações Privadas na USP
![]() |
| Paulo Palma, promotor de fundações |
MPE derruba sigilo em investigação sobre conflito de interesses e pode desarquivar o caso nesta terça, 4/4
O Conselho Superior do Ministério Público Estadual (CSMPE) apreciará, no dia 4/4, proposta para que seja desarquivada a representação da Adusp contra o exercício simultâneo de cargos de direção nas fundações privadas “de apoio” e de cargos de direção na USP. O acúmulo de cargos, afirma a Adusp na representação, tem gerado conflito de interesses.
A proposta a ser examinada pelo CSMPE inclui a realização de investigação específica para cada fundação. “Isso não pode ser feito de forma conjunta”, argumenta o procurador Marco Antonio Zanelatto, autor da proposta, referindo-se à investigação. O arquivamento fôra decidido pelo promotor de fundações da capital, Paulo Palma. Por considerar infundada sua decisão, a Adusp recorreu ao CSMPE.
Se o conselho desarquivar a representação, será a segunda vez seguida em que terá revertido uma decisão do promotor Palma. Em março, após receber o recurso da Adusp, o CSMPE derrubou o sigilo do caso, determinado por Palma. O relatório, favorável à reivindicação do sindicato, foi elaborado pelo procurador Zanelatto.
“A meu ver, não há elementos que justifiquem o sigilo”, argumenta. Segundo o procurador, o procedimento é justificável para preservar a intimidade de indivíduos ou nos casos em que a divulgação de informações compromete a investigação. Até o fechamento da edição, o procurador Palma não havia atendido às ligações feitas pela reportagem para seu telefone celular e seu escritório.
Matéria publicada no Informativo nº 210
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Causa comoção a morte de estudante da Esalq, de apenas 19 anos, em república de Piracicaba
- “Crise das importações” gerada pela Fapesp leva Reitoria da USP a adotar “solução estrutural” que depende, quem diria, de fundações privadas ditas de apoio
- Surreal! Instituto Adolfo Lutz ameaçado de despejo pelo governo estadual a qualquer momento, para dar lugar ao “Hospital Inteligente” da cardiologista Ludhmila Hajjar
- Alesp aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias, com repasse de “no mínimo” 9,57% do ICMS-QPE para as universidades e renúncia fiscal de R$ 80 bilhões
- Alesp adia novamente votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias; TCE critica elevado total de desonerações fiscais (R$ 80 bilhões) e fala em “orçamento paralelo das renúncias de receita”
