Fundações
Procuradora apóia ação contra cursos pagos
A ação movida pelo MPE e pela Adusp, para que a USP e fundações “de apoio” deixem de oferecer cursos pagos, será julgada pelo Tribunal de Justiça (TJ). O recurso apresentado pelo promotor de justiça Luis Fernando Rodrigues Pinto e pela Adusp, contra a decisão de primeira instância que rejeitou a ação, recebeu parecer favorável da procuradora Angela Aquino, do Ministério Público Estadual de São Paulo, que atua junto ao TJ.
“Entende-se, em acréscimo às razões recursais, que os recursos interpostos merecem o acolhimento”, diz o parecer, “tendo em conta que a redação do art. 206, IV, da Constituição Federal é cristalina em assegurar a gratuidade do ensino no âmbito das instituições públicas integrantes da estrutura do Poder Público federal, distrital, estadual e municipal”.
A procuradora cita o “entendimento pacificado” expresso em diversas decisões de tribunais regionais federais que proíbem a cobrança de mensalidades em cursos de pós-graduação, inclusive de especialização e aperfeiçoamento, e por fim a do STF, que editou a súmula vinculante 12: “A cobrança de taxa de matrícula nas Universidades Públicas viola o disposto no artigo 206, inciso IV, da Constituição Federal”.
Matéria publicada no Informativo nº 281
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Sonegação de apenas uma empresa, alvo da Operação Poço de Lobato, privou as universidades paulistas de receber cerca de R$ 645 milhões
- Docentes denunciam conflito de interesses “gritante” na criação da “Cátedra Google-USP em IA Responsável”, que será financiada pela big tech, hostil à regulamentação das plataformas
- Comunidade do Butantã realiza no dia 8/12 manifestação para exigir contratação de mais funcionários na UPA Rio Pequeno; população sofre com superlotação e demora no atendimento
- Projeto que descongela contagem de tempo da pandemia deve ser votado no Senado na próxima terça-feira (16/12)
- Faculdade de Direito aprova demissão do professor Alysson Mascaro, investigado por denúncias de abuso sexual; decisão final cabe ao reitor