Fundações
Silêncio total sobre caso “Indor”
Nenhum dos envolvidos na operação de um serviço privado de radiologia na Faculdade de Odontologia (FO) respondeu aos pedidos de entrevista feitos pela reportagem do Informativo Adusp. O caso foi tornado público no final de 2005 (Informativo Adusp 205), mas até agora as autoridades da USP não se manifestaram a respeito.
Desde o início de 2005, a entidade privada “de apoio” Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia (Fundecto), sediada nas dependências da FO, tem seus serviços de radiologia operados pelo Instituto de Documentação Ortodôntica e Radiodiagnóstico (Indor, privado). No local são realizados exames pagos, inclusive para pacientes externos à comunidade USP.
Sem “tempo hábil”
O Indor tem entre seus “responsáveis” o professor associado Israel Chilvarquer, da FO e docente de cursos pagos de especialização oferecidos pela Fundecto. Em resposta a um e-mail, o professor informou, também por correio eletrônico, que se encontra “em atividade técnica-científica do XXIV Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo”, e que, “portanto”, não teria “tempo hábil” para agendar uma entrevista.
Ele sugeriu ao Informativo Adusp que contate “os diretores da Fundecto para melhores esclarecimentos”. Porém, a Fundecto, também por correio eletrônico, apresentou justificativa idêntica. “Informamos que todos os diretores da Fundecto estão envolvidos em atividades no CIOSP – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, não tendo, portanto, tempo hábil para entrevista a esse informativo”, diz a mensagem enviada pela fundação. O professor Carlos de Paula Eduardo, diretor da FO, preside a Fundecto, estando portanto em situação de conflito de interesses.
A assessoria de imprensa da Reitoria, por seu turno, sequer deu retorno aos contatos feitos pela reportagem.
Matéria publicada no Informativo nº 206
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