Reforma universitária
Universidade(?) Nova
Sob a alegação de contrapor-se à evasão de estudantes e evitar a especialização precoce, o Plano “Universidade Nova” do MEC propõe um “Bacharelado Interdisciplinar” de três anos. Os efeitos perversos dessa proposta, um ataque à autonomia universitária, que só pode ser desfechado com anuência dos reitores, estão claros a partir das metas propostas até 2012: dobrar a relação estudante/professor e atingir 90% de taxa de conclusão média dos cursos de graduação. O cumprimento de metas deste tipo é condição para o financiamento da instituição, a ser avaliado anualmente pelo MEC.
Confirmam-se assim nossas piores previsões. Não é possível manter o tripé ensino-pesquisa-extensão com razões altas estudante/professor e taxas de conclusão de 90% não são usuais em universidades. Escolões com progressão continuada?
Matéria publicada no Informativo nº 231
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Irredutível, Cruesp mantém proposta de reajuste de 3,47%; política salarial das reitorias “é projeto de desmonte das universidades e empobrecimento de servidores”, avalia coordenador do Fórum das Seis
- De 67 professores(as) titulares da Faculdade de Medicina que manifestaram apoio à Reitoria, 15 lecionam no curso pago “Experiência HC”, cuja extinção é reivindicada por estudantes
- Depois de cancelar reunião na sequência da violenta desocupação da Reitoria da USP, Cruesp marca nova negociação para quinta-feira (14/5); ato do Fórum das Seis começa às 9h
- Gasto necessário para igualar bolsa PAPFE ao SM paulista seria de R$ 165 milhões, equivalente a apenas 1,9% do Orçamento atual
- “Sobre o atentado ao Estado de Direito na USP e as notas da Reitoria e das Faculdades de Direito de São Paulo e Ribeirão Preto”