Democracia na USP
Cotas avançam nas universidades públicas
O dia 30/5 marcou um avanço para o movimento pró-cotas no Estado de São Paulo. Nesta data, o Conselho Universitário (Consu) da Unicamp aprovou a implementação progressiva de cotas étnico-raciais, cujos detalhes serão discutidos por um Grupo de Trabalho (GT) composto por membros da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), professores integrantes do Consu, representantes discentes e de servidores, assim como membros dos movimentos pró-cotas e do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp.
O GT está encarregado de apresentar um relatório com suas propostas até o dia 30/8, a ser referendado pelas unidades da Unicamp e, depois, pelo Consu em novembro. As cotas serão implementadas na universidade a partir de 2019.
Na mesma data, o Conselho do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, decidiu aderir ao Sistema de Seleção Unificada (SISU). Com isso, uma parte das vagas do curso de Audiovisual será voltada para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, utilizando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como critério.
O CTR também decidiu suspender a prova de habilidade específica, existente para os cursos de artes da ECA.
Informativo nº 437
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Justiça mantém suspenso o concurso aberto pela FFLCH após anulação da nomeação da professora Érica Bispo, que completa um ano nesta semana
- Congregação da “Filô” acata relatório de comissão processante e aprova demissão do professor José Maurício Rosolen, acusado de assédio sexual
- Assembleia Geral exigiu pagamento dos retroativos do “Descongela Já”, sugerindo pedido de explicações à Reitoria, e discutiu estratégia para campanha da data-base
- Reitor demite Alysson Mascaro, que lecionava na Faculdade de Direito, depois de processo que investigou denúncias de assédio e abuso sexual de estudantes
- Servidores(as) do Centro Paula Souza denunciam precarização das condições de trabalho e “reforma da carreira” proposta pelo governo Tarcísio, que “vem para cassar direitos”