Funcionalismo
Ato no Masp lança campanha unificada
No dia 10/5, cerca de mil pessoas, representando diversos setores do funcionalismo público estadual, se reuniram em um ato público no vão livre do Masp. A manifestação marcou o início da campanha unificada do funcionalismo, cuja pauta compreende sete eixos: a retirada do PLC n° 30 (SPPrev), a revogação dos decretos do governo Serra, mais verbas para os serviços públicos essenciais, negociação salarial direta com o Executivo (respeitadas as especificidades de alguns setores), a defesa do Iamspe, luta contra a terceirização e luta contra a corrupção, a sonegação, a isenção e a renúncia fiscais no Estado.
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| Manifestação de 10/5 no Masp. Na primeira foto, professor César Minto |
Diversos oradores revezaram-se, representando as diferentes categorias que participam da campanha unificada. Apoiadores, como o deputado estadual Raul Marcelo (PSOL), também se manifestaram, criticando o projeto do SPPrev.
O presidente da Adusp, professor César Minto, falando em nome da coordenação do Fórum das Seis, destacou a importância da unidade que o funcionalismo vem demonstrando contra a SPPrev e outras iniciativas do governo Serra.
“Essa não será uma luta pequena”, advertiu o professor, “ela exige fôlego. Será preciso arregimentar mais forças no funcionalismo para que a gente possa se contrapor a esse conjunto de medidas”. A pauta completa do movimento, enfatizou César, compreende várias frentes de luta, sintetizadas nos sete eixos citados acima, que ele leu um por um.
Mobilização
Neusa Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), reforçou a necessidade da mobilização: “Só com luta é que a gente consegue fazer essa mudança”.
Benedito de Oliveira, presidente do SindSaúde, lembrou que a privatização dos serviços essenciais, que vem sendo realizada no Estado por meio das “organizações sociais” (OS) e das fundações privadas, é danosa para a população: “A privatização da saúde vai matar muitos e muitos trabalhadores pobres deste país”, denunciou. “A privatização da saúde é crime, é assassinato”.
O presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro (Carlão), acusou o governo de mentir na mesa de negociação. “É mentira do governo dizer que não há dinheiro para educação, saúde, segurança pública. Porque dinheiro existe, só que está canalizado em outra direção”. Ele também atacou a privatização por meio das OS: “Significa degradar os serviços públicos”.
Também se manifestaram, entre outros, representantes do Sintusp, da Afuse e do DCE-USP.
No dia 23, o funcionalismo público paulista voltará às ruas, desta vez no âmbito de uma grande manifestação nacional contra a precarização, contra a Emenda 3 e em defesa dos direitos dos trabalhadores, que envolve a a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Intersindical e diversas outras articulações e órgãos sindicais.
Matéria publicada no Informativo nº 236
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