Funcionalismo
Em dia nacional de luta, ato do funcionalismo público
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| A chuva não foi suficiente para refrear o ânimo dos manifestantes |
O dia 23/5 foi marcado por manifestações unificadas em vários pontos do país, contra a retirada de direitos dos trabalhadores, pela manutenção do veto à chamada Emenda 3, e em defesa do direito de greve. Os atos foram organizados pelas centrais sindicais CUT, Intersindical e Conlutas, e por movimentos sociais.
Em São Paulo, houve protestos na capital e no interior. Na capital, um primeito ato ocorreu diante da sede da Federação das Indústrias (Fiesp), pela manhã. À tarde houve uma segunda manifestação, reunindo cerca de 10 mil pessoas, que sairam do Masp, na Avenida Paulista, e seguiram em passeata até a Assembléia Legislativa (Alesp), no Ibirapuera. Participaram professores e funcionários das universidades públicas paulistas e da rede estadual do ensino médio, servidores da Saúde e do Judiciário, estudantes, militantes dos Movimentos Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
Contra SPPrev
Além das pautas da mobilização nacional, o ato iniciado no Masp incorporou a luta contra a SPPrev (PLC 30) e contra os decretos do governador Serra que atingem a autonomia universitária, bem como contra o arrocho salarial do funcionalismo público estadual.
Na chegada à Alesp, houve confronto entre uma parte dos manifestantes — que esperavam acompanhar a discussão em plenário do PLC 30 — e a Polícia Militar, que usou cassetetes e spray de pimenta para impedir o acesso ao prédio.
O deputado Sérgio Olímpio, do PV, tentou acalmar os ânimos, subindo ao caminhão de som: “É isso que o governo quer, que o servidor agrida o policial, que o policial reaja e agrida o servidor, mas quem agride o servidor, quem agride o policial, é o governo, com o SPPrev”, afirmou o deputado, que é major da PM. A situação só foi contornada quando a Alesp aceitou receber uma comissão para negociar a entrada de parte dos manifestantes.
Matéria publicada no Informativo nº 238
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