Greve
Docentes iniciam greve nas universidades federais
No dia 12/5, o Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) definiu a deflagração de greve da categoria em âmbito nacional. No início da semana passada diversas assembleias referendaram essa deliberação. Haviam aderido à greve, até o fechamento desta edição, 33 IFES. O primeiro dia da greve, 17/5, foi marcado por mobilizações em todas as regiões do país e foi instalado o Comando Nacional de Greve na sede do Andes-SN em Brasília.
A decisão do setor das federais do Andes-SN foi motivada pela quebra de acordo celebrado em 2011 por parte do governo federal: não foram cumpridos nem o aumento salarial, nem a reestruturação da carreira docente nas instituições federais. O Andes-SN cobrou por diversas vezes mudanças na postura do governo quanto ao cumprimento do calendário de negociações, já que a conclusão dos trabalhos do grupo encarregado da reestruturação da carreira estava prevista para 31/3.
Os docentes das universidades federais pleiteiam carreira única, com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios; variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas, correspondente ao mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35); e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. Os docentes também demandam melhoria nas condições de trabalho nas universidades federais, além do atendimento das reivindicações específicas de cada IFES.
No dia 14/5 o governo federal encaminhou ao congresso um projeto de reajuste salarial para todo o funcionalismo público, inclusive para os docentes das universidades federais. O Andes-SN encarou a medida como uma tentativa de desmobilizar o movimento, uma vez que a indicação de greve já havia sido feita meses atrás.
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