Serviço Público
Grande ato reúne milhares de pessoas para lançamento do plebiscito sobre a privatização do Metrô, CPTM e Sabesp
O ato de lançamento do plebiscito sobre a privatização de empresas públicas estratégicas — Sabesp, Metrô e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) — lotou a quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, nesta terça-feira (5/9).
Lideranças sindicais, representantes de movimentos sociais e parlamentares se manifestaram no ato, que marcou o início de uma grande mobilização para barrar o processo de privatização das três empresas públicas estaduais, planejado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos)-Felício Ramuth (PSD).

O governo paulista já assinou contratos com a International Finance Corporation (IFC), agência do Banco Mundial, para estudar a concessão de linhas do Metrô à iniciativa privada e também para preparar modelos de privatização da Sabesp. Os dois contratos somam o valor de R$ 107,5 milhões.
No ato, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema), José Faggian, alertou para o fato de que os projetos de privatização visam a beneficiar aliados de Tarcísio e não trazem benefícios à população.

“A mais prejudicada com a privatização é a população que usa os serviços essenciais. Quem usa transporte público, quem usa a saúde e a educação? É a classe trabalhadora. São os trabalhadores que precisam de um serviço de saneamento de excelência e com uma tarifa adequada. Que precisam de transporte público digno e de acesso à saúde e educação. Precisamos sair daqui dizendo para o povo de São Paulo que a privatização não é só um problema da classe trabalhadora, mas de todos. Esse é o nosso papel”, ressaltou Faggian, em declarações registradas pelo site do Sintaema.

“É muito importante estarmos juntos nessa luta, que não é só dos trabalhadores destas empresas públicas, dos setores diretamente envolvidos, mas que é sim de toda a população de São Paulo”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, registra o site da entidade. “Temos que pensar em que cidade queremos viver. Ter transporte público, ter água, ter bancos públicos e empresas públicas preservadas. Não à privatização!”, conclamou.
O plebiscito será realizado até o próximo dia 4/10. O objetivo é recolher pelo menos um milhão de assinaturas. As urnas estão distribuídas em estações da CPTM e do Metrô e em outros espaços públicos.
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