Serviço Público
Polícia Militar dispersa protesto na Bolsa de Valores com bombas de gás, spray de pimenta e cassetetes; Tarcísio consegue leiloar segundo lote de escolas
Nesta segunda-feira, 4 de novembro, um pelotão da Força Tática da Polícia Militar atacou manifestantes que se encontravam diante da Bolsa de Valores (B3), no Centro da Capital, para protestar contra a realização do segundo leilão de privatização de escolas da rede estadual, carregando bandeiras e faixas.
Os policiais militares utilizaram bombas de gás, spray de pimenta e cassetetes para dispersar a manifestação, convocada pela Apeoesp-Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo com apoio de outros sindicatos e do movimento estudantil. Um policial militar apontou uma arma longa contra o grupo, mas não disparou. Um estilhaço de bomba feriu a perna de um estudante.

O segundo leilão promovido pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos)-Felício Ramuth (PDS) chegou a ser suspenso por liminar emitida pela 3ª Vara da Fazenda Pública, mas posteriormente essa medida foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ-SP). O objeto do leilão desta segunda-feira foi a construção e manutenção de 16 escolas públicas estaduais em São Paulo.
O grupo vencedor deste leilão foi o “Consórcio SP + Escolas”, liderado pela empresa Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda, que arrematou o lote por R$ 3,25 bilhões. No entanto, a especialidade da Agrimat, segundo seu perfil no Instagram, é “construção de rodovias, ferrovias, pontes, pavimentação asfáltica”. O governo estadual deverá pagar ao consórcio R$ 11,5 milhões mensais para construir e administrar essas escolas.

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