Universidade
Adusp reativa GT Diversidades. Participe!
Um dos pilares que orienta o Programa da Adusp para a USP é que a universidade seja socialmente referenciada. Assim, tanto a sua composição (em termos dos corpos discente, docente e técnico) quanto as suas ações devem refletir e incorporar os interesses e a diversidade da população, permitindo que o ensino, a pesquisa e a extensão sejam instrumentos emancipatórios que contribuam “para o combate à desigualdade e a construção de uma sociedade soberana e equânime, reconhecendo a territorialidade de seus diversos povos e comunidades” (Programa da Adusp para a USP, I.5.a).
Neste contexto, o Grupo de Trabalho Diversidades Adusp (GT Diversidades) objetiva, em articulação com o Grupo de Trabalho Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual do Andes-SN (GTPCEGDS), conduzir o debate não apenas das questões étnico-raciais e de diversidade sexual e de gênero, mas ampliá-lo para também incluir as pautas relacionadas às pessoas com deficiência, às pessoas de idade mais avançada, às pessoas estrangeiras etc. Dessa forma, as nossas ações visam promover o letramento da categoria, estimular o acolhimento, a inclusão e a permanência da diversidade no sindicato, na universidade e na sociedade, assim como acompanhar e propor políticas de combate a todas as formas de discriminação, incluindo o capacitismo, o etarismo, a lgbtfobia, o racismo, a transfobia, a xenofobia etc.
Uma das questões que consideramos mais críticas para o próximo período é a das ações afirmativas. É urgente que a USP adote medidas efetivas para aumentar e proteger a diversidade do seu corpo docente. Não podemos aceitar que dentre as 5.306 docentes USP apenas 4 sejam indígenas, 45 pretas e 135 pardas. Diante dessa situação, muito longe de refletir as proporcionalidades de pretas, pardas e indígenas na população de São Paulo, por exemplo, é necessário instituir políticas mais contundentes como a de reserva de vagas para pessoas negras e indígenas em concursos públicos. Em particular, restituindo a “reserva de 175 vagas para docentes negros e indígenas, correspondente às vagas não reservadas nos 276 concursos excluídos da política de cotas aprovada em 2023” (Programa da Adusp para a USP, Condições 10).
Não podemos também permitir que, a exemplo do que ocorreu com as cotas étnico-raciais, a USP seja a última das grandes universidades públicas no Brasil a adotar cotas para pessoas trans, o que acarretaria sérias consequências para as perspectivas de inclusão e pertencimento de pessoas não brancas ou fora da cis-heteronormatividade.
Simultaneamente, a USP deve garantir condições de trabalho e de progressão na carreira que assegurem que desigualdades estruturais sejam dirimidas e progressivamente eliminadas. Notadamente, devemos envidar esforços voltados ao letramento racial e de gênero de toda a comunidade USP, de forma a tornar o ambiente e o cotidiano acadêmico seguros para pessoas negras, indígenas, LGBTQIAP+ e mulheres. De particular importância neste contexto é o enfrentamento ao assédio, cujas denúncias devem ser averiguadas de maneira célere e que garanta a proteção das pessoas denunciantes e das eventuais testemunhas.
Diante do exposto, convidamos a comunidade aduspiana a se envolver nas atividades do GT Diversidades! Pessoas interessadas em participar das reuniões do grupo de trabalho devem contatar a secretária do sindicato, no e-mail: secretaria@adusp.org.br. Nossa próxima reunião será no dia 4 de maio das 14h às 15h, remotamente. Caso não possa participar nesta data, informe a sua disponibilidade ao contatar a secretária.
Nota: este texto foi deliberadamente redigido usando o feminino plural.
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