Universidade
Diretoria do IGc não permite realização de mesa-redonda com ex-ministra Marina Silva, denunciam entidades; evento é transferido para a FAU
Uma mesa-redonda com a participação da ex-ministra e deputada federal Marina Silva (Rede-SP) e do vereador Nabil Bonduki (PT) teve sua realização impedida pela Diretoria do Instituto de Geociências (IGc) da USP, de acordo com nota publicada nesta quarta-feira (17 de junho) pelo Centro Paulista de Estudos Geológicos “Ronaldo Mouth Queiroz” (Cepege), centro acadêmico do IGc, e pelo Coletivo Geobixas.
A nota repudia a atitude da Diretoria do IGc de “vetar a realização da mesa-redonda” intitulada “Antropoceno e os Desafios para a Transição Energética no Século XXI”.
“Entendemos que o debate era de extrema importância para a nossa comunidade acadêmica, especialmente por nosso instituto abrigar o único curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental do país”, afirmam as entidades.
“A decisão de impedir a realização do evento dentro do nosso espaço é vista com extrema preocupação e vai contra os princípios democráticos e a pluralidade de ideias que regem a Universidade de São Paulo, além de ir contra a própria história institucional do Instituto de Geociências”, prossegue a nota.
O Cepege e o Coletivo Geobixas consideram o episódio lamentável “e reforçam seu compromisso com a defesa da democracia, da autonomia universitária e do diálogo”.
O debate foi transferido para o piso do Museu da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design (FAU) da USP e ocorre nesta quinta-feira (18), às 17h30.
Além de Marina Silva e de Nabil Bonduki, docente da FAU, participam da mesa-redonda o o professor Daniel Santos, docente do IGc; o vereador Paulo Juventude (PSOL), de São Roque; a ativista Jahzara Oná, técnica em Meio Ambiente e aluna do IGc; Heitor Florêncio, aluno do curso de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; e Sophia Zanini, aluna da FAU.
O Informativo Adusp Online encaminhou à Diretoria do IGc, por meio da assessoria de imprensa da unidade, questionamentos sobre as razões do veto à realização da mesa-redonda, mas não recebeu retorno até a tarde desta quinta-feira.
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