Universidade
SBPC repudia ataques da extrema-direita à UFPR, Unifesp e USP, e pede apuração e punição de autores
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) emitiu nota na qual manifesta seu repúdio em relação aos ataques realizados por grupos e personalidades de extrema-direita à Universidade Federal do Paraná (UFPR), à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), à USP e a outras universidades públicas. “São instituições que, ao lado de outras universidades e institutos de pesquisa, vêm desenvolvendo ensino e pesquisas de excelência, que atuam para a formação e o desenvolvimento científico e econômico, além de serem agentes da transformação social”, diz a SBPC.
“Repudiamos o[s] ataque[s] sofrido[s] pela professora doutora Melina Facchin na UFPR, pelos estudantes e trabalhadores na FFLCH-USP e na Unifesp. Verificamos que foram várias ações violentas e provocadoras de grupos de ultradireita ligados a vereadores e deputados estaduais, que vêm produzindo não só ameaças como agressões físicas”, prossegue a nota, que cita também a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) como alvos de investidas.
“Como se não bastasse, houve também situações junto à Unifesspa, UFRGS e UFMT. Chama-nos a atenção que todos esses atos tenham ocorrido nos dias subsequentes ao julgamento e condenação dos réus que praticaram crimes contra a Constituição Federal pela tentativa de golpe contra a Democracia de nosso país”.
Afirma ainda a SBPC que as universidades públicas brasileiras “são territórios de livre pensamento e organização, que sempre estiveram na fronteira da produção de conhecimento, da autonomia e da soberania nacional”, e sempre lutaram contra todas as formas de autoritarismos. “Estes episódios são ataques à democracia e simbolizam o quanto é importante para a nossa nação que as universidades continuem a sua atuação na construção de um país mais justo, equânime e que seja protegido pelo Estado Brasileiro”, acrescenta.
“Neste sentido, nos solidarizamos com todas as instituições, os professores, técnicos e estudantes atacados e solicitamos a apuração rigorosa e punição dos autores dos crimes de violação do direito constitucional à Educação Pública e à Ciência”.
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