Filie-se
Razões para filiar-se à Adusp
O que leva um docente a filiar-se ao seu sindicato? As motivações podem ser bem diferentes, em razão da história pessoal de cada um, como se constata nos depoimentos a seguir.
Silvia Maria Amado João, professora do Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina, chegou à USP em 1996. Apesar de conhecer bem a Adusp dos informativos e revistas, e reconhecer sua importância, Silvia conta que somente se aproximou dela durante o processo de eleição de delegados em seu departamento para o Congresso da USP, momento em que diversos de seus colegas (e não apenas aqueles historicamente ligados à entidade) mobilizaram-se em torno de discussões como a da Estatuinte: “Por conta da animação deles, mesmo que a minha participação não fosse grande, resolvi me filiar”, explica.
Já Kimi Tomizaki, atualmente na Faculdade de Educação, ingressou na USP dez anos depois, em outras condições. Em março de 2006 tornou-se docente “precária” da Escola de Artes e Ciências Humanas (USP Leste) e logo filiou-se à Adusp: “Eu acho muito importante que a categoria tenha uma organização”. Ela participou em janeiro de 2008 do processo de efetivação promovido pela Sexta Etapa, mas foi aprovada logo em seguida por um concurso da FE.
Acompanhando o coro de outros jovens docentes da USP, Kimi chama atenção da entidade para uma pauta específica: “A questão da previdência vai ser um desafio para a minha geração”. Segundo a professora, aqueles “que foram contratados agora não terão mais direito à aposentadoria integral”, problematizando o regime de aposentadoria para funcionários públicos criado pela reforma da Previdência de 2003. Entre as conseqüências ruins da reforma, indica: “Já estamos tendo desconto mensal para a Previdência sobre o total do salário”.
O professor Domingos Savio Giordani aproximou-se da Adusp assim que a Escola de Engenharia de Lorena (EEL) foi incorporada à USP. Naquela cidade, ele explica, os docentes ainda permanecem com seus vínculos empregatícios com a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, mas prestam serviço à USP através de convênio.
Entre os motivos de sua filiação, a situação na unidade em que leciona é central: “Há um processo de integração muito bom ocorrendo nesse momento, com docentes da EEL se integrando cada vez mais à comunidade uspiana. A Adusp pode ter um papel importante nesse processo”. Sua expectativa, como professor de Lorena, é que a associação, além de se apresentar como “foro de discussão permanente sobre as questões políticas como a qualidade do ensino e as condições de trabalho”, atue incisivamente em favor da incorporação dos docentes de Lorena no quadro de pessoal da USP.
Matéria publicada no Informativo nº 264
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