Carreira docente
De Faenquil a EEL
Desde 2006, a USP tem uma nova unidade, a Escola de Engenharia de Lorena (EEL), criada através de decisão do Conselho Universitário pela incorporação da Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil). No entanto, essa incorporação não ocorreu de forma completa e ainda tem pendências.
A Faenquil foi criada em 1969, como uma faculdade municipal destinada a formar mão-de-obra especializada para as indústrias da região do Vale do Paraíba.
Em 1971, o projeto governamental de estabelecer um pólo químico na região levou à criação da Fundação Centro Vale de Ensino e Pesquisa Química Industrial, mantenedora da Instituição.
A crise do petróleo em 1974 levou o governo ao Programa Tecnológico do Etanol (PTE) e à criação da Fundação de Tecnologia Industrial (FTI) sob a égide do Ministério da Indústria e Comércio. Esta nova instituição, com sede em Brasília, passou a ser a mantenedora da Faenquil juntamente com dois centros de pesquisa: o Centro de Pesquisas em Biotecnologia e Química (Cebiq), onde nasceu o Programa Nacional do Álcool-Proálcool, e o Centro de Materiais Refratários (Cemar), que teve origem no Projeto do Nióbio.
Transformação
O encerramento das atividades da FTI, no fim da década de 1980, levou a instituição a ser encampada pelo Governo do Estado de São Paulo, em 1991, reunindo faculdade e centros de pesquisa em uma escola de engenharia estadual, sob a sigla Faenquil.
A incorporação da Faenquil somou à USP 240 vagas anuais em engenharia, cursos de mestrado e doutorado em pleno funcionamento.
Entretanto, o decreto governamental que extinguiu a Faenquil, e passou cursos, alunos e patrimônio para a USP, deixou os funcionários e docentes em um quadro em extinção vinculado à Secretaria de Desenvolvimento. Com isso, um quadro que, dentro de uma autarquia de regime especial, assim como a USP, possuía suas regras próprias, passou a ser administrado por regras da administração direta, eliminando-se muitas das prerrogativas típicas do regime que governa os servidores do ensino superior do Estado.
Assim, gerou-se desconforto e indignação entre aqueles que perderam benefícios a que tinham direito e que são similares aos que os colegas da USP possuem, tais como qüinqüênio, sexta-parte, reajuste concedido pelo Cruesp etc. Sem contar as dificuldades administrativas naturalmente advindas de gerenciar uma unidade cujos funcionários respondem academicamente à USP e funcionalmente ao Governo do Estado.
Leia na próxima edição: Incorporação incompleta deixa os docentes da EEL intranqüilos.
Matéria publicada no Informativo nº 266
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