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Revista Adusp 54 aborda privatização da Saúde
A reportagem de capa da edição da Revista Adusp 54, que começa a circular nesta semana, revela a existência de ostensivo conflito de interesses na pasta estadual da Saúde. O secretário da Saúde de São Paulo é o professor Guido Cerri, da Faculdade de Medicina da USP e presidente licenciado da Fundação Faculdade de Medicina (FFM), entidade privada credenciada como “organização social de saúde” (OSS) e detentora de contratos de gestão com o poder público estadual que ultrapassam a casa do bilhão de reais por ano.
Cerri é dono de empresas de medicina diagnóstica e integra o Conselho de Administração do Hospital Sírio-Libanês, que também mantém uma OSS que possui contrato milionário com o governo estadual. “Não são evidências suficientes de conflito de interesses?”, pergunta o editorial da revista, intitulado “Os negócios do doutor Guido”.
A atuação da FFM é tema de outra reportagem desta edição, sobre a situação de abandono vivida pelo Hospital Emílio Ribas, gerido desde 2009 por aquela entidade privada.
Outros destaques da edição 54 são a entrevista da professora Soraya Smaili, reitora da Unifesp recém empossada, e reveladoras reportagens sobre episódios ainda pouco conhecidos da Ditadura Militar, como as assustadoras histórias do navio-prisão “Raul Soares”, onde os professores Luiz Hildebrando, Thomas Maack e Boris Vargaftig ficaram aprisionados em 1964.
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