Defesa da Universidade
Creche central perdeu 60% dos educadores, revela abaixo-assinado que exige do reitor contratações imediatas
Um abaixo-assinado publicado pela Associação de Pais e Funcionários da Creche/Pré-Escola Central (APEF) por ocasião das comemorações do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, exorta a Reitoria a demonstrar sensibilidade com a situação precária das Creches da USP e a realizar “contratação imediata” de educadores para repor a perda de 60% do quadro, registrada desde 2016, quando a gestão M.A. Zago-Vahan Agopyan deu início ao desmantelamento do sistema de creches da universidade.
“Até 2016 eram 5 unidades de educação infantil. A partir de 2017 esse número foi reduzido para 2 unidades (Creche Saúde e Central). Essa drástica diminuição de unidades e perda de funcionários em todos os quadros sobrecarrega e adoece os que permanecem, afetando o direito à educação infantil de qualidade, da creche que é modelo para muitas outras instituições, assim como a permanência estudantil e as famílias trabalhadoras da USP”, diz o abaixo-assinado, disponível aqui.
“Desde 2016, a Creche USP perdeu 60% dos seus educadores, por exemplo, e nenhum deles é reposto. Todo o projeto construído ao longo desses quase 40 anos está fragilizado, já impossibilitando a creche de abrir vagas para o berçário em 2020, o que gradativamente atinge diretamente a permanência da Creche USP, apesar de todos os esforços empreendidos até aqui pela equipe”, adverte o documento.
O abaixo-assinado inclui ainda o texto de uma “Carta-convite aberta das trabalhadores e trabalhadores das Creches à comunidade”, que apresenta alguns fatos na forma de indagações: “Você sabia que as creches da USP têm quase 40 anos de existência e são referência nacional em educação infantil de qualidade?”, “Você sabia que as creches já chegaram a atender 680 crianças e hoje atendem pouco mais de 100?”, “Você sabia que a Creche Central (a maior e mais antiga delas) contava com mais de 40 educadores e hoje esse número foi reduzido para 24?”.
A universidade tem se negado ao diálogo direto com as trabalhadores e trabalhadores das creches, diz o texto, que conclui convidando “as famílias das comunidades interna e externa a pautarem a situação delicada pela qual passam as creches da USP, exigindo a contratação imediata e reposição de funcionários”. Outras informações podem ser obtidas neste dossiê publicado pela Adusp.
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