Defesa da Universidade
Presidente do Conselho Gestor do câmpus de Ribeirão Preto reúne-se com Sintusp. Reitoria se cala
O presidente do Conselho Gestor do Câmpus de Ribeirão Preto e diretor da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP), professor Cristiano Roque Antunes Barreira, reuniu-se virtualmente nesta terça-feira (10/11) com André Orlandin, Luis Ribeiro e Samuel Filipini, diretores locais do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), para tratar de uma série de questionamentos da categoria noa tocante à retomada das atividades presenciais, determinada pela Reitoria apesar da Covid-19.
Barreira atendeu a uma solicitação formulada por ofício pelo Sintusp em 6/11. Também participou da reunião virtual Antônio Vitor Rosa, representante dos funcionários da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP
Na conversa, os representantes do Sintusp “elencaram a já conhecida relação de motivos para terem decretado a Greve Sanitária”, tais como a total indisposição de diálogo por parte da Reitoria, as modificações da noção de “condições clínicas de risco” e “as incongruências de interpretação do próprio ‘Plano USP’, que não diferencia regiões com fases distintas em relação à pandemia
“Ficamos surpresos com a receptividade do Cristiano, até porque a Reitoria até agora só bateu a porta na nossa cara, negou-se até mesmo a discutir qualquer coisa sobre a pandemia na Comissão Permanente de Relações do Trabalho (Copert)”, declarou Luis Ribeiro ao Informativo Adusp. “Ele disse que conversou com todos os outros diretores antes da reunião e ficou claro que levaria a ele nossas demandas. E também à Reitoria, embora ele não saiba se será ouvido, o que mostra o quanto surdos são esses dirigentes nesse momento
“Agora estamos esperando uma resposta”, completou Ribeiro, que é jornalista da Rádio USP. “Não é possível que a maior universidade do país tenha uma postura tão autoritária como a USP está tendo. E a USP não é só o reitor [Vahan Agopyan]. Quem se cala é conivente”.
Pretexto da Reitoria para não receber Adusp e Sintusp é “agenda atribulada”
Apesar da iniciativa amistosa do presidente do Conselho Gestor do Câmpus de Ribeirão Preto, a administração central continua recusando-se a dialogar tanto com a direção do Sintusp quanto com a da Adusp. Isso apesar da “greve sanitária” deflagrada em 9/11 e das contundentes críticas públicas desses sindicatos e de amplos setores da comunidade universitária ao “Plano USP” de retorno às atividades presenciais.
No dia 22/10, as diretorias dos dois sindicatos encaminharam um ofício conjunto à Reitoria, com cópia ao Gabinete do Reitor, com o seguinte teor: “Vimos solicitar o agendamento de uma audiência remota com o Reitor e instâncias competentes, o mais breve possível, com a seguinte pauta: Atualização do Plano USP para o retorno gradual”.
Apesar da urgência do assunto, somente nesta terça-feira (10/11), após reenvio do ofício, é que as entidades receberam uma resposta da Chefia de Gabinete, ainda assim em tom vago: “Acusamos o recebimento do ofício e informamos que o agendamento solicitado deverá ser feito em breve, visto agenda atribulada da Reitoria”.
“Ao que parece, a atribulação da agenda reitoral impede que discutam a proteção à vida das pessoas da comunidade acadêmica que constroem diuturnamente a instituição!”, declarou a professora Michele Schultz Ramos, 1ª vice-presidente da Adusp.
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