Data-base
Adusp realiza Assembleia Geral nesta terça, 9/4; é hora de lutar pela recomposição do poder de compra, num cenário em que as universidades acumulam, somadas, reservas de R$ 10,1 bilhões
A Adusp realiza na terça-feira, 9/4, às 16h, Assembleia Geral para debater a pauta unificada da campanha de data-base de 2024. Ela será realizada presencialmente em São Paulo no Auditório Abrahão de Moraes do Instituto de Física (IF), na Cidade Universitária, com participação das regionais por videoconferência e transmissão pelo YouTube.
Em Lorena, a assembleia poderá ser acompanhada no auditório da biblioteca. Em Piracicaba e Ribeirão Preto, nas subsedes da Adusp. Em São Carlos, a transmissão ocorrerá no auditório da Engenharia Ambiental, área 2 do câmpus. Em Pirassununga, na sala de reuniões do Departamento de Engenharia de Biossistemas-ZEB.
As diversas entidades que compõem o Fórum das Seis, que reúne os sindicatos de docentes e funcionários(as) das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza, realizam as suas assembleias até o dia 11/4 para avaliar a proposta da Pauta Unificada da data-base de 2024.
A Pauta Unificada apresenta um conjunto de reivindicações a respeito de temas como financiamento das universidades e reforma tributária, permanência estudantil e defesa da saúde pública e dos hospitais universitários. Após aprovado na rodada de assembleias, o documento será protocolado no Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), cuja presidência rotativa foi recentemente assumida pelo reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Jr.
Em termos de recomposição salarial, o Fórum das Seis calcula que seria necessário um reajuste de 18% para que as categorias voltem ao poder aquisitivo de maio de 2012. O Fórum defende que na data-base seja reposta a inflação dos últimos 12 meses mais a metade do que faltar para se atingir a referência de maio de 2012, o que equivaleria a um reajuste imediato em torno de 11%. As entidades querem também que o Cruesp assuma o compromisso de negociar o porcentual restante no segundo semestre.
Cabe ressaltar que há enorme espaço para a recuperação do poder de compra dos salários. Os balanços recentemente publicados pelas universidades estaduais demonstram que elas estão com dinheiro em caixa: a USP fechou o ano de 2023 com reservas de R$ 6,68 bilhões, o que é mais do que o valor da folha de pagamento de todo o ano passado (ainda sobrariam cerca de R$ 450 milhões); a Unicamp encerrou com R$ 1,83 bilhão; e a Unesp chegou ao final do ano com saldo de R$ 1,59 bilhão.
No conjunto, as três universidades estaduais paulistas acumulam R$ 10,1 bilhões em reservas. É, portanto, hora de lutar para que os reitores não façam caixa às custas do arrocho salarial das categorias!
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