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Reitor não comparece à Alesp e auditório Franco Montoro repleto entoa “Fora Zago!”
29/08/2014 21h39
A audiência pública convocada pela Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa (Alesp) para 27/8 tinha como objetivo questionar o reitor da USP sobre a atual situação de crise da universidade. No entanto, dois dias antes da audiência, o reitor enviou ofício à comissão, no qual cita a realização de reuniões em 26/8 (Co), 27/8 (TRT) e 3/9 (entre Cruesp e Fórum das Seis) e propõe que "minha visita […] seja transferida para o dia 10 de setembro, ocasião em que estarão disponíveis maiores subsídios sobre a situação atual da Universidade de São Paulo".

O deputado Carlos Giannazi (PSOL) afirmou que vai entrar com representação no Ministério Público e na presidência da Alesp contra M.A. Zago por crime de responsabilidade e desobediência, tendo em vista que ele foi convocado a comparecer (e não convidado).
Apesar da ausência do reitor e de não haver quórum mínimo para a realização oficial da audiência, a atividade foi mantida pela presidente da Comissão, deputado Carlos Neder (PT), em caráter informal, para que a comunidade universitária presente pudesse ser ouvida. Com o auditório repleto, compuseram a mesa, além dos deputados Neder e Giannazi, os professores Francisco Miraglia (Adusp), João Chaves (Adunesp), Paulo César Centoducatte (Adunicamp); Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos; João Paulo, do Fórum Estadual de Educação; Bárbara Guimarães (DCE da USP) e Reinaldo Santos de Sousa (Sintusp).
Desmanche da USP.
Miraglia apresentou aos presentes as propostas do Fórum das Seis, já comunicadas à Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp e protocoladas no Palácio dos Bandeirantes. Para ele, existem dois projetos em curso na USP: um, daqueles que defendem ensino superior público, gratuito e de qualidade; e outro, da Reitoria, que prevê o desmanche com a desvinculação dos hospitais, "demissão voluntária" (PIDV), entre outras medidas privatizantes.
"Ontem, em uma sessão do Co, passou uma mudança regimental desvinculando da USP o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais de Bauru [HRAC], uma referência internacional", denunciou o professor.
A ausência do reitor causou grande agitação no público, que em todos os momentos entoava a palavra de ordem "Fora Zago!". A deputada Sarah Munhoz (PCdoB) falou em nome das enfermeiras do HU, que solicitaram sua manifestação na audiência: "Os profissionais de enfermagem, os profissionais de saúde, os profissionais que trabalham dentro do sistema USP, não têm culpa da incompetência administrativa do reitor Zago".
Uma audiência pública está marcada para debater a questão da desvinculação do HRAC e do possível destino semelhante do HU. Será no dia 4/9 às 14 horas, no auditório Franco Montoro da Alesp.
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