Composto por docentes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o Conselho Regional da Adusp de Piracicaba emitiu nota de apoio à greve dos docentes da USP, decidida por assembleia geral da categoria realizada na segunda-feira, 25 de maio.

O documento aponta que a greve “decorre da manutenção, por parte do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), do índice de reajuste salarial de 3,47%, correspondente ao IPC-Fipe, o qual desconsidera as perdas acumuladas pela categoria e aprofunda o arrocho salarial nas universidades estaduais paulistas”.

A justificativa apresentada pelo Cruesp, diz a nota do Conselho Regional da Adusp de Piracicaba, é “baseada em projeções de arrecadação do ICMS abaixo daquelas previstas pela Secretaria da Fazenda” e não responde “às reivindicações legítimas de recomposição salarial” apresentadas pelo Fórum das Seis.

“Nesse sentido, a contraproposta apresentada por este Fórum, aprovada pela maioria das assembleias das associações docentes, solicita o reajuste de 4,39%, referente à inflação medida pelo IPCA-IBGE acumulado nos últimos 12 meses, acrescido de 3% como primeiro passo para a recuperação do poder aquisitivo de maio de 2012, totalizando o índice de 7,39%”, informa a nota. A reivindicação desse reajuste de 7,39% “expressa a urgência de valorização dos docentes, os quais tiveram suas carreiras desvalorizadas após sucessivas perdas salariais”, prossegue.

“Considerando as particularidades da Esalq e do CENA [Centro de Energia Nuclear na Agricultura], o conselho regional da Adusp é solidário à mobilização grevista dos docentes, que se somam às mobilizações em torno do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) e do Diretório Central dos Estudantes ‘Alexandre Vannucchi Leme’”, diz ainda o texto, que se solidariza igualmente com os estudantes por “melhores condições de permanência do corpo discente” na USP.

Manifesta, ainda, apoio à greve de docentes, funcionários(as) técnico-administrativos(as) e estudantes da Unicamp e da Unesp. “A reabertura das negociações por parte do Cruesp é passo inicial para saída do impasse”, frisa o Conselho Regional da Adusp de Piracicaba.

Por fim, considera que a “universidade pública de excelência se constrói por meio da valorização salarial, de condições dignas de trabalho e da garantia da plena permanência estudantil”, e expressa “seu compromisso com o caráter público, democrático e socialmente inclusivo, pilares que as universidades estaduais devem ter como fundamentos”.

EXPRESSO ADUSP


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