Defesa da Universidade
O desmonte programado do HU
O médico do Hospital Universitário (HU) e diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Gerson Salvador, expôs na mídia as consequências da falta de profissionais naquele hospital, sobretudo no setor da Pediatria, cujo horário de atendimento passou a ser das 7h às 19h.
Embora a Pediatria seja um dos setores mais atingidos, não é o único.
O processo de desmonte segue plano pré-definido: o Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), de 2014, esvaziou o suporte técnico ao funcionamento do HU e afetou muito negativamente as condições de trabalho de quem permaneceu. Frente a essa situação, além dos 18 que haviam aderido ao PIDV, mais 25 médicos se demitiram recentemente.
Talvez a consequência mais dramática para a população do bairro do Butantã seja que, atualmente, 40% da capacidade de atendimento da UTI do HU está desativada. Anuncia-se novo PIDV na USP. Isto não caracteriza um desmonte programado, e, no tocante ao HU, verdadeiro crime contra a saúde pública?
Informativo nº 417
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Adusp ajuíza ação civil pública que questiona cálculo da USP para pagamento do 13º salário a docentes aposentados(as)
- Estudantes são feridos em novo ataque da extrema-direita à USP, protagonizado pelo vereador Lucas Pavanato (PL) e seus seguranças
- Extrema-direita cresce no Congresso, elege os governadores de Sudeste e Sul e busca vencer 2º turno da eleição presidencial; disputa entre Lula e Flávio definirá se Brasil continuará, ou não, democrático e soberano
- Provocadores de extrema-direita voltaram a agir no prédio da História e Geografia, e só se retiraram depois que a FFLCH chamou a Polícia Militar
- Assembleia Geral da Adusp na próxima terça-feira (13/10) debate eleição presidencial e financiamento das universidades estaduais a partir das mudanças provocadas pela reforma tributária