Sucessão Reitoria
Eleição democrática: decida seu voto!
![]() ![]() Perguntas aos candidatos O Informativo Adusp solicitou a todos os candidatos declarados a Reitor(a) que respondessem a oito perguntas. O conjunto das respostas de cada candidato não deveria ultrapassar 9 mil caracteres com espaços. O professor Chico Oliveira, “anticandidato”, informou que não iria responder. O professor Wanderley Messias pediu desculpas, mas avisou, por meio de sua secretária, que não poderia responder por problemas na agenda. Os demais candidatos responderam. A seguir, as perguntas:
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Candidatos à sucessão de Suely Vilela esclarecem o que pensam de questões como Estatuinte, Gatilho, carreira e salário
Em função da Eleição Democrática para Reitor, promovida pela Adusp nos dias 14 e 15 de outubro, apresentamos o que pensam os reitoráveis sobre questões decisivas de política interna da USP concernentes à gestão da instituição, tais como as normas de composição dos colegiados, os processos eleitorais, a reforma do Estatuto. Que propõem eles a respeito de questões específicas de extrema relevância para os docentes da USP, como a Ação do Gatilho e a carreira docente? Como se colocam diante do sistema de avaliação erigido pela Capes?
Preocupada em qualificar o debate entre as candidaturas, a partir dos eixos acima delineados, a Adusp formulou uma série de perguntas, encaminhadas a todos os candidatos. A presente edição do Informativo Adusp publica as respostas de sete deles (vide quadro). Espera a Adusp, desse modo, contribuir para que o processo de sucessão da reitora Suely Vilela — apesar de ainda realizado no formato eleitoral tradicional, antidemocrático, oligárquico — continue a politizar-se (na melhor acepção do termo), na esteira das greves do primeiro semestre de 2009 e da reação da comunidade à traumática invasão do campus do Butantã pela tropa de choque da Polícia Militar.
A USP, não resta dúvida, lidera o ranking das universidades mais conservadoras do Brasil. A sufocação das liberdades democráticas, porém, nem sempre transparece no cotidiano, embora disseminada em todos os trâmites burocráticos da nossa universidade e visível no funcionamento dos colegiados e nas regras que regem a escolha de dirigentes — diretores/as de unidades, pró-reitores/as, vice-reitor/a e reitor/a.
A questão da democracia, portanto, é prioridade máxima. O fatídico 9 de junho de 2009 a recolocou, novamente, no centro do debate político na USP, levando alguns candidatos a pronunciarem-se a favor de mudanças no processo eleitoral. Grupos de docentes também constituíram-se, lançando manifestos sobre o tema. É fundamental que esse debate se intensifique, qualquer que seja o desfecho do presente processo de sucessão, pois a Estatuinte soberana, exclusiva e democrática continuará no topo da agenda do movimento universitário.
A Diretoria
Matéria publicada no Informativo nº 293
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