Movimento Estudantil
Estudantes da Unicamp enfrentam sindicâncias e proibição de festas
Desde o começo de 2010, cerca de 30 estudantes da Unicamp foram submetidos a sindicâncias administrativas por suposto envolvimento com a realização de festas no campus da instituição. O movimento estudantil denuncia o caráter político das sindicâncias, uma vez que todos os chamados a depor são ou foram diretores de entidades estudantis. Após uma série de protestos, os alunos conquistaram o congelamento dos inquéritos e a abertura de negociações com a Reitoria visando à regularização das confraternizações.
Em dezembro de 2009 foi aprovado no Conselho Universitário (Consu) um novo regimento sobre festas, que prevê o corte de repasse ao DCE e a CAs e torna possível a punição individual de pessoas responsabilizadas pela organização desse tipo de evento. No começo do primeiro semestre de 2010, pressionada pela Associação de Moradores da Cidade Universitária (Amoc), entidade que entrou com representações no Ministério Público devido ao ruído provocado pelas festas, a Reitoria abriu uma série de sindicâncias contra alunos, que prestaram depoimentos a partir de março.
Segundo o DCE, o foco dos depoimentos foi a organização das entidades estudantis e não das festas, o que explicitaria o caráter político das sindicâncias. Os estudantes realizaram uma série de protestos, incluindo um “pula catraca” no restaurante universitário, exigindo a supressão das sindicâncias, a mudança do regimento e a abertura de negociações. No dia 22/3 foram informados de que as sindicâncias estavam suspensas até segunda ordem. No momento estão sendo realizadas negociações, e discute-se possíveis locais para eventos e a realização de medições sonoras para controlar o barulho.
“O campus da universidade é um espaço público, não tem que ter restrições para a realização de festas. Além disso, elas são um espaço importante para a vivência universitária”, afirma Bruno Modesto, diretor do DCE. As festas também são um importante instrumento de financiamento do movimento estudantil, garantindo sua organização e autonomia.
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