A Assembleia Geral da Adusp reunida em 7 de maio de 2026 reconhece a relevância das pautas estudantis relacionadas à permanência, assistência social, moradia, alimentação, inclusão e pertencimento, assim como a legitimidade da mobilização estudantil como forma histórica de manifestação política na universidade pública.

Avaliamos como prioritária, neste momento, a retomada efetiva das negociações e a preservação dos canais de diálogo. Nesse sentido, consideramos lamentável que a Reitoria tenha anunciado pela imprensa, de maneira unilateral, o encerramento das negociações durante a reunião do Cruesp, fragilizando um processo de mediação que deveria ser aprofundado.

Também consideramos inadequadas manifestações recentes da administração universitária e da Pró-Reitoria de Graduação que desconsideram a necessidade de uma construção dialogada de calendários acadêmicos, reposições e períodos de repouso compatíveis com a realidade vivida pela comunidade estudantil.

Entendemos que conflitos universitários devem ser tratados pelas instâncias competentes com diálogo e disposição efetiva para a negociação. A escalada repressiva e a ameaça de intervenção policial apenas aprofundam as tensões e dificultam o estabelecimento do diálogo fundamental para a recomposição da convivência universitária.

Assim, conclamamos publicamente a Reitoria da USP a retomar imediatamente as negociações com os estudantes, buscando uma solução pacífica, negociada e compatível com os valores democráticos que devem orientar a universidade pública.

A Diretoria da Adusp

EXPRESSO ADUSP


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