Nota da Diretoria
Sobre o 17º comunicado do GT PRAA
08/07/2021 16h40atualização 12/09/2023 14h36
A Diretoria da Adusp expressa sua preocupação com o teor do décimo sétimo comunicado do GT PRAA, redigido após a declaração do governador do estado, de 07 de julho p.p., que flexibilizou o retorno às atividades presenciais do ensino superior.
O documento traz mais dúvidas do que esclarecimentos, principalmente quando menciona a manutenção do ensino remoto “neste momento (em julho)”, gerando ainda mais apreensão na comunidade universitária. Além disso, o documento informa que “os servidores docentes e técnico-administrativos que já foram imunizados, qualquer que seja a vacina, podem retornar às atividades presenciais 14 (quatorze) dias após terem recebido a segunda dose ou a dose única”, o que igualmente gera apreensão, posto que apenas e tão somente 15% da população do estado deve estar totalmente imunizada (com duas doses ou dose única).
Entendemos que a vacinação não deve ser usada como indicador isolado para determinações de retorno presencial por várias razões, entre elas, porque ainda não sabemos se as tendências de redução no número de casos e de mortes serão confirmadas nas próximas semanas e meses. A presença de novas variantes do coronavírus, como a Delta, e sua transmissão comunitária também devem ser fatores de preocupação e atenção, entre tantos outros.
Reforçamos que as decisões sobre o retorno às atividades presenciais devem envolver toda a comunidade universitária, de forma democrática e transparente, abrangendo todas as dimensões da complexa equação para garantia de retorno seguro. As entidades representativas de docentes, de estudantes e de servidora(e)s técnico-administrativa(o)s estão elaborando, conjuntamente, um texto-base para ser usado como subsídio na construção dos planos sanitários e educacionais de cada campus da USP para um retorno responsável e seguro.
São Paulo, 8 de julho de 2021
Diretoria da Adusp
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