Universidade
Justiça Federal emite mandado de prisão contra o “hacker” Azael, autor de ataques à USP em março
No último dia 6 de maio, a 15ª Vara Criminal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no Distrito Federal, emitiu mandado de prisão temporária contra R.B.B., brasileiro, com idade de 35 anos, por suposto envolvimento nas ações contra sites de órgãos públicos promovidas pelo hacker autodenominado “Azael” e por outros integrantes do grupo “Tropa de Azael”. Nesta terça-feira, 10 de maio, cumprindo este mandado e um outro, a Polícia Federal (PF) efetuou prisões em Goiás e São Paulo, mas não divulgou nomes.
Em março deste ano, a USP sofreu ataques que desestabilizaram totalmente seus sistemas operacionais virtuais, o que afetou milhares de usuários. A Reitoria, no entanto, omitiu esse fato, atribuindo a instabilidade à substituição da estrutura de proteção das redes, que estaria em andamento na ocasião. Em mensagens nas redes sociais e, depois, em carta encaminhada à Adusp, Azael assumiu a autoria dos ataques à universidade. Além disso, o site da Adusp foi temporariamente “derrubado” por ele.
O mandado de prisão emitido pela 15ª Vara Federal Criminal decorre de inquérito da PF “que investiga a possível prática dos delitos previstos nos artigos 154-A, 266 1º e 288, todos do Código Penal, em razão de ataques cibernéticos do tipo DDoS (Distributed Denial of Service)”. Também foram emitidos quatro mandados de busca e apreensão.
A ação desfechada pela PF, denominada “Operação Timeout”, é parte da apuração de atividades de “indivíduos que operavam sob pseudônimos e que se apresentavam em fóruns clandestinos de compartilhamento de dados como autores de diversos ataques cibernéticos”. Ainda segundo a PF, o grupo atacou “sistemas ligados ao Poder Judiciário, universidades públicas, e empresas estatais, cuja instabilidade operacional causou prejuízos à prestação de serviços à sociedade”.
As investigações teriam identificado “indícios do uso de infraestrutura internacional para mascaramento de protocolo de Internet (IP), uso de redes privadas virtuais (VPNs), além da publicação de conteúdos reivindicatórios em fóruns especializados na deep web”.
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