Permanência estudantil
Mais uma vez, Restaurante Universitário de Piracicaba deixa de fornecer refeições, e estudantes exigem “desterceirização” do equipamento
O Restaurante Universitário (Rucas) de Piracicaba sofreu nova interrupção de seus serviços e deixou de servir refeições para estudantes. Nos últimos meses, os serviços já estavam precarizados, e reduzidos ao fornecimento de marmitas, até que uma nova empresa pudesse assumir a operação do restaurante. Porém, nesta quinta-feira, 28 de novembro, subitamente, o fornecimentos de marmitas também foi interrompido.
No início da tarde desta quinta, os estudantes realizaram um “Ato pela Desterceirização do Rucas”, diante do prédio central da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Depois, reuniram-se com o prefeito do câmpus, Luciano Mendes, que se comprometeu a agendar uma reunião com o reitor Carlos Gilberto Carlotti Jr, provavelmente na semana do dia 15 de dezembro.
O Rucas está terceirizado desde 2016, quando atendia cerca de 1.200 estudantes por dia. Em julho de 2018, por ocasião da renovação do contrato, uma decisão judicial impediu que a empresa Eu Alimento continuasse operando o Rucas, pois ela estava sendo investigada pela Polícia Federal num caso de corrupção no fornecimento de merenda escolar em São Paulo.
Em abril de 2022, os estudantes da Esalq voltaram a protestar contra as condições de alimentação. Em maio daquele ano, a Vigilância Sanitária de Ibiúna interditou a cozinha industrial da empresa Doce Sabor, responsável, naquele momento, pelo fornecimento das refeições no Rucas.
A crise prosseguiu: em junho de 2022, Adusp, Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e as entidades reunidas no “Grupo de Trabalho Rucas” solicitaram “agendamento de reunião urgente do reitor com uma comissão de representantes de estudantes, funcionária(o)s e professora(e)s”, para tratar do agravamento da situação.
Portanto, a experiência histórica demonstra que a terceirização do Rucas se revelou desastrosa, razão pela qual o movimento discente reivindica da Reitoria a “desterceirização” do equipamento, para que a própria universidade reassuma a sua operação com equipes próprias. “Essa é nossa demanda e não vamos recuar”, dizem as lideranças estudantis.
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