A Diretoria da Adusp dirigiu-se à Reitoria no início da tarde desta quarta-feira (3 de junho) para entregar ao chefe de gabinete da Reitoria, Edmilson Dias de Freitas, uma carta endereçada ao reitor Aluísio Segurado na qual solicita a reabertura das negociações do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) com o Fórum das Seis e também do diálogo com os(as) estudantes.

A entrega da carta foi uma deliberação da Assembleia Geral da Adusp na segunda-feira (1º), antes da confirmação do agendamento da nova reunião de negociação entre o Cruesp e o Fórum. A presidenta do Cruesp, Maysa Furlan, encaminhou nesta quarta-feira ofício ao Fórum no qual comunica que a reunião ocorrerá na quarta-feira da semana que vem (10 de junho).

Na carta levada à Reitoria, a Diretoria da Adusp afirma estar convencida “de que a retomada das negociações, tanto com o Fórum das Seis quanto com o movimento estudantil, é o caminho mais seguro para superar os conflitos atuais e reconstruir um ambiente de confiança entre os diversos setores da comunidade universitária”.

Leia a seguir a íntegra da carta:

Prezado Professor,

Seguindo a indicação da Assembleia Geral de 1º de junho de 2026, a diretoria da Adusp dirige-se ao senhor em um momento de grave impasse institucional que afeta a universidade. Como categoria atualmente em greve, entendemos que é necessário construir caminhos de diálogo capazes de restabelecer a normalidade acadêmica e fortalecer nossa comunidade universitária.

Nesse sentido, solicitamos que o senhor atue junto ao Cruesp para viabilizar a reabertura das negociações com o Fórum das Seis, tendo em vista que reajustes abaixo da inflação representam perda salarial real e corroem rapidamente a remuneração dos/as trabalhadores/as técnico-administrativos/as e docentes. Assim, é necessário que o Cruesp avance com propostas concretas na sua disposição de preservar o poder aquisitivo dos salários, o que significa também preservar a universidade pública e sua excelência.

Da mesma forma, entendemos que a superação do impasse com o movimento estudantil exige a retomada imediata das negociações entre a Reitoria e os/as estudantes. A recente destinação de parcelas significativas das receitas próprias para atender demandas de docentes e servidores/as tornou ainda mais evidente a necessidade de discutir a permanência estudantil. Muitos/as estudantes sentem-se injustiçados/as ao constatar que não houve esforço semelhante para enfrentar a defasagem dos auxílios estudantis. A ampliação do acesso à universidade trouxe para a USP um perfil discente mais diverso socialmente, leia-se, um grupo de discentes cada vez mais socialmente vulnerável, tornando ainda mais importante que a instituição garanta condições adequadas para a permanência de seus/suas estudantes.

Estamos convencidos de que a retomada das negociações, tanto com o Fórum das Seis quanto com o movimento estudantil, é o caminho mais seguro para superar os conflitos atuais e reconstruir um ambiente de confiança entre os diversos setores da comunidade universitária.

Nosso interesse é contribuir para uma solução que preserve a universidade, sua autonomia e seu compromisso com a educação pública. Também nos preocupa a retomada das atividades acadêmicas o mais rapidamente possível, de modo a garantir a continuidade do semestre letivo com menor prejuízo para estudantes, docentes e servidores/as técnico-administrativos.

Atenciosamente,

Diretoria da Adusp
São Paulo, 1º de junho de 2026

EXPRESSO ADUSP


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