Na segunda, 28, comunidade da Faculdade de Educação realiza ato público em defesa de sua Biblioteca; teto cedeu em maio e chuvas podem destruir o acervo, mas Reitoria retarda obras
Aspecto da situação calamitosa provocada na Biblioteca da FEUSP pelas chuvas de maio de 2026 (foto: reprodução)

Na próxima segunda-feira, 28 de agosto, às 16 horas, a comunidade da Faculdade de Educação (FE-USP) realiza uma manifestação de protesto contra a inação da Reitoria frente à calamitosa situação da Biblioteca da unidade. Os manifestantes deverão se dirigir do Portão 1 até a Reitoria. Desde maio, quando parte do teto do prédio cedeu durante fortes chuvas, as condições prediais e ambientais da Biblioteca vêm se agravando.

O protesto exigirá “atuação efetiva dos órgãos centrais da universidade” para que seja viabilizada a reforma necessária na cobertura do edifício (cerca de 1.000m2), além da avaliação e reparo de todos os danos já causados na estrutura. “Atualmente, o prédio encontra-se sem sua cobertura definitiva, protegido por uma solução provisória que se mostrou ineficaz para conter a entrada de água no edifício, especialmente no segundo andar da Biblioteca.

Nos últimos meses, a Biblioteca vem enfrentando sucessivos episódios de infiltração decorrentes das condições da cobertura, com progressivo agravamento da situação”, diz abaixo-assinado disponível na Internet.

As ocorrências, prossegue o documento, “inicialmente concentradas em determinadas áreas do segundo pavimento, ampliaram-se e passaram a atingir outros espaços do edifício, exigindo ações emergenciais e contínuas para a proteção dos acervos, dos equipamentos, das instalações e, sobretudo, das pessoas que trabalham no local”.

Embora a equipe da Biblioteca venha atuando de forma permanente e incansável na mitigação dos danos, inclusive durante os finais de semana, “utilizando lonas, desumidificadores, ventiladores, recipientes para contenção da água e outras medidas emergenciais”, além de remover itens do acervo que se encontravam nas áreas diretamente expostas, “essas providências são necessariamente paliativas e não podem substituir a solução da causa do problema”.

No mês de setembro, a situação se tornou ainda mais grave com a expansão das infiltrações e a entrada de grandes volumes de água no edifício. “Além do risco ao patrimônio bibliográfico, documental e institucional da universidade, cresce a preocupação com as condições de segurança do edifício e com a capacidade da Biblioteca de manter suas atividades sem que seus servidores precisem atuar continuamente em situação de emergência”.

EXPRESSO ADUSP


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