Movimento Estudantil
Estudantes ocupam Coordenadoria do campus de São Carlos em protesto por mais moradias
Estudantes da USP de São Carlos, que são moradores do Alojamento, ocupam desde 24/5 a Coordenadoria do campus. O prédio está aberto e os funcionários trabalham normalmente, mas os estudantes permanecem e dormem no local, como forma de pressionar pela resolução de um impasse quanto ao processo seletivo para as bolsas moradia e auxílio moradia.
São Carlos tem experiência histórica de participação dos estudantes nos processos seletivos. Em 2006, após amplo debate envolvendo toda a comunidade, foi aprovado um Regimento para Concessão de Bolsas Moradia e Auxílio-Moradia, que previa a realização da seleção através de uma comissão formada por estudantes, professores e a assistente social do campus, a partir de critério definidos em assembleia. No entanto, em fevereiro de 2010 o Conselho Gestor do campus passou a alegar que o regimento não era válido, por não ter sido aprovado pela Comissão de Legislação e Recursos (CLR) em 2006.
“O próprio Estatuto da USP deixa bem claro que a CLR (Comissão de Legislação e Recursos) é uma comissão assessora que se restringe ao Conselho Universitário. Ou seja, nada tem a ver com as decisões tomadas pelo Conselho Gestor do Campus. Além disso, mesmo quando esta emite algum parecer, os Conselhos têm total autonomia para tomar suas decisões, mesmo que contrárias a tal parecer”, afirmam os moradores do Alojamento em carta aberta à comunidade.
Legitimidade
Os estudantes decidiram manter o processo seletivo como feito até então, formando uma lista de beneficiários. Em paralelo, a Coseas também realizou um processo seletivo, definindo outra lista. “Essa seleção da Coseas foi feita sem seguir nenhum regimento, sem critérios definidos, e teve um número de inscritos menor do que o nosso processo, sequer foi preenchido o número total de vagas disponíveis. Isso mostra como o nosso processo tem maior legitimidade junto aos estudantes”, afirma Camila Cintra, aluna da Matemática e moradora do Alojamento.
Os estudantes afirmam que procuraram a Coordenadoria do campus uma série de vezes ao longo do semestre mas, apesar de conseguirem reuniões, não houve diálogo de fato.
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