Segurança
Adusp convoca ato mas vê prejudicada sua participação
Cumprindo deliberação da assembleia realizada em 9/11/11, a Adusp organizou e convocou, em conjunto com DCE, ANEL e Sintusp, ato no Largo São Francisco. Os eixos do ato: Democracia na USP, já; Segurança sim, PM, não!; Contra a criminalização dos movimentos sociais.
No fim da manhã de 10/11, fomos informados de que o Comando de Greve dos estudantes, reunido na noite do dia 9/11, após o encerramento da assembleia dos professores, havia decidido sair do Largo São Francisco, fazer uma passeata pelo centro, retornando para realizar o ato e, na sequência, uma assembleia estudantil. Em função disso, a Adusp tomou a iniciativa de se reunir com as entidades responsáveis pelo ato, no início da tarde, tendo por objetivo discutir os detalhes de sua organização.
| Daniel Garcia |
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| Passeata que antecedeu o ato |
Ponderamos aos estudantes que essa decisão deveria ter o caráter de um indicativo para as entidades que convocavam o ato, devendo ser estabelecido um programa consensual. Alertamos que já havíamos feito o convite para o ato às 15 horas e sugerimos que essa atividade fosse a inicial, o que permitiria, após a sua conclusão, que cada entidade desse andamento à agenda que considerasse adequada. Esse entendimento acabou por ser acertado entre os presentes, sendo então definida a ordem de manifestação de entidades, personalidades e convidados de cada entidade durante o ato e o tempo das falas. Ficou também acertado que caberia ao DCE a condução do evento.
Essa organização tinha por objetivo garantir não só que o ato transcorresse com tranquilidade, mas também que houvesse tempo para a passeata e para a assembleia dos estudantes, em seguida.
Desrespeito
A concentração no Largo São Francisco transcorreu a partir das 14 horas e, em função de atrasos para chegada dos ônibus e dificuldades para estacionar o carro de som, o ato teria início apenas por volta das 17 horas. Durante a concentração, os representantes da Adusp foram informados de que o acordo sobre a organização previamente estabelecido não teria condições de ser honrado diante das pressões de outros setores, ligados a parte das entidades que o convocaram. Estava posto que a passeata sairia em primeiro lugar, ao encontro de uma ocupação do MTST.
Diante do potencial de conflito e de desvirtuamento do que havia sido apresentado e aprovado na Assembleia da Adusp, deixamos claro que não concordávamos com essa atitude e com a mudança da programação. A Adusp, então, subiu ao carro de som para informar aos participantes que não acompanharia a passeata, mas aguardaria o retorno dos manifestantes ao Largo São Francisco para participar do ato.
Por volta das 19 horas, com o carro de som já tomado pelos protagonistas da mudança na programação, o ato tem início, com a fala de várias entidades, de muitos dos estudantes que haviam sido detidos em função da ocupação da Reitoria, entre outros. Embora a representação da Adusp ali permanecesse presente, a entidade não foi sequer convidada a retornar ao carro de som. Talvez já não mais fosse o caso de fazê-lo para não compactuar com o ocorrido. No entanto, é preciso fazer esse registro para que situações como esta não mais tenham espaço entre aqueles que efetivamente lutam pela defesa e pela vigência da democracia.
Embora reconhecendo que os estudantes, em greve, são os protagonistas desse movimento, o desrespeito aos acordos negociados gera crise de confiança e ameaça a nossa capacidade de ação conjunta.
Informativo n° 337
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