Campanha Salarial 2014
Congregações tomam posição frente à crise
Diante da intransigência da Reitoria em abrir as negociações salariais, dez unidades da USP e um departamento manifestaram-se a respeito. Nove delas aprovaram moções que pedem ao reitor e ao Cruesp que retomem a interlocução com as categorias: as da FE, IGc, FM, FMRP, FFCLH, FSP, ESALQ, IME, IF, posição compartilhada pelo Departamento de Educação, Informação e Comunicação da FFCLRP. A do IP requereu “reajuste dos salários de docentes e funcionários no índice proposto pelo Fórum das Seis”, retomada de contratações de professores e que seja suspenso e revertido o corte de funcionários terceirizados.
Quatro dessas unidades recomendaram abertura e ou transparência das contas da USP: IGc, IP, FE, IME. A FE e o departamento sugeriram que sejam pleiteados mais recursos para as universidades públicas estaduais.
A Congregação da FE aprovou quatro moções em 4/7. Uma delas repudia o uso que a Reitoria e Pró-Reitorias têm feito dos veículos institucionais de comunicação: “apresentam uma concepção unilateral de Universidade”. Outra rejeita as declarações do reitor à mídia comercial, “que desqualificam e colocam sob suspeita o trabalho desenvolvido pelos docentes da USP e atacam o regime integral de trabalho (RDIDP)”. Uma outra ainda sustenta “a legitimidade da pauta apresentada aos reitores e a necessidade de recomposição dos vencimentos, ao menos, em relação às perdas com a inflação, garantindo a isonomia salarial entre as três Universidades”.
Contraste
A congregação do IF manifestou “preocupação com a falta de comunicação da Reitoria com a comunidade acadêmica em contraste com as várias manifestações do reitor à mídia”. A da FFLCH pediu “respeito aos procedimentos democráticos estabelecidos desde o Decreto de Autonomia Universitária de 1988” e afirmou que “a situação crítica em que a universidade se encontra se deve, sobretudo, à sua forma de organização administrativa e política … um problema estrutural, que se não for atacado com rapidez levará a um acirramento da crise presente”.
As congregações da FMRP, unidade de origem do reitor, e da Esalq reclamaram novos patamares de interlocução. Após registrar que a crise atual não se resume ao aspecto financeiro, mas “estende-se de forma gritante ao lado político com consequências imprevisíveis sobre o desempenho acadêmico-científico”, a FMRP lembra a Zago que sua ascensão ao posto “foi tomada por todos como prenúncio de novos patamares de diálogo e negociações”, e apela a ele para que “mantenha e amplie negociações em todos os níveis”.
A Esalq assinala que “a grandeza da USP está na força do seu corpo de docentes, funcionários e estudantes e não na sua complexa administração”, e que a USP está vivendo um “impasse de greve em face de uma desnecessária centralização de ações reparadoras por parte do atual reitor”. Recomenda seja realizada “uma discussão sobre os pronunciamentos da Reitoria à grande imprensa”. Por fim, sugere “que sejam confirmados os compromissos assumidos na campanha eleitoral do atual reitor, quando se ganhou a confiança da comunidade por evidenciar a necessidade de abertura do diálogo com a comunidade e a valorização das atividades-fins da Universidade”.
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