Carreira docente
Fórum de Professores pede correção de distorções apontadas no Edital de progressão horizontal
Reunido em 9/11, o Fórum de Professores da USP (antigo Fórum da FAU) discutiu o processo de progressão da carreira docente, “desencadeado pelo Edital publicado em 20/5 do corrente ano e alterado, para adequar seu cronograma à legislação federal [LC 173/2020], em 8/6”.
De acordo com nota emitida em 9/11, tendo tomado conhecimento de “manifestações de vários departamentos e unidades acadêmicas a respeito”, os presentes decidiram “externar suas preocupações quanto ao risco de o referido processo causar danos às relações institucionais e ao bom convívio entre os (as) docentes”.
Tais manifestações, assinala o Fórum de Professores da USP, indicam equívocos no processo, tais como “a grande proximidade dos prazos em que este deve se concluir (final de 2021/início de 2022) com os da avaliação acadêmica e institucional (final de 2022), prevista pela Resolução USP 7.272” e a “absoluta desinformação em que se encontra a comunidade no que se refere ao montante de recursos disponível para a progressão horizontal”.
Além disso, acrescenta o documento, à “possibilidade de uma forte competição por recursos, que serão provavelmente escassos, entre as diversas áreas e unidades acadêmicas, soma-se a competição entre os próprios docentes pelas vagas de progressão”. Em resumo: “Se a isso juntarmos a demanda reprimida na Universidade no que concerne à questão salarial, prenuncia-se um cenário perturbador de frustração de expectativas”.
Assim, conclui a nota, faz-se necessária a revisão do Edital: “Os presentes esperam, portanto, que os gestores da Universidade corrijam a tempo os equívocos apontados, nos termos da própria Resolução 7.272, que prevê a unificação dos processos de avaliação e reconhece que os perfis da carreira docente, incorporados aos projetos acadêmicos das unidades e departamentos, são suficientes para definir se um(a) colega faz jus à progressão almejada”.
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- “Organização social de saúde” presidida por Ludhmila Hajjar vence chamamento do Ministério da Saúde para gerir “Hospital Inteligente”, tendo como sócios Carlotti Jr. e Guido Cerri; contrato de gestão envolve R$ 1,95 bilhão em quatro anos
- Protesto denuncia “situação dramática” do Hospital Universitário; Reitoria sucateia para entregar à iniciativa privada, denuncia Sintusp
- Reitoria da USP anuncia investimentos de R$ 50 milhões no Hospital Universitário, mas não prevê contratação de pessoal, maior carência numa instituição que perdeu 30% do quadro nos últimos anos
- “Integralidade e paridade para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias”
- Abaixo-assinado reivindica reconstrução da governança ambiental paulista, atacada especialmente nos governos Doria e Tarcísio