Conjuntura Política
Nota pública da Adusp sobre o ataque à UFMG
13/12/2017 15h38
Na última semana, a invasão policial no campus da UFMG e a condução coercitiva do reitor e vice-reitora dessa Universidade pela polícia federal chocou grande parte da comunidade acadêmica brasileira. A diretoria da Associação dos Docentes da USP (Adusp) repudia, em qualquer situação, a truculência policial, bem como atitudes de constrangimento e humilhação contra todo e qualquer cidadão sob investigação policial ou judicial. A defesa de que casos de corrupção sejam rigorosamente investigados, tanto no setor público quanto no privado, não pode se confundir com a conivência com atos de abuso de poder e demonstrações espetaculares de força, como no caso, com policiais fortemente armados e encapuzados que ocuparam a UFMG, muito menos com os "julgamentos" sociais e políticos apressados que antecedem um processo de investigação cuidadoso e justo.
Para além disso, em um contexto de ataque e desmonte das Universidade Públicas, não podemos ignorar que tais ações espetaculares contribuem, de modo desonesto e inconsequente para o adensamento da campanha explícita de ataque aos serviços públicos em geral, perpetrada por diferentes governos.
Finalmente, destacamos a importância de defendermos também os projetos que se dedicam ao registro e análise de fatos relacionados à ditadura militar, bem como à história dos movimentos políticos, sociais, populares e sindicais no Brasil, como no caso do Museu da Resistência da UFMG, que não podem ser desqualificados por nenhum pretexto.
Diretoria da Adusp
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