Campanha Salarial 2009
USP mobilizada
Em assembléia realizada em Ribeirão Preto no dia 9/6, os docentes deliberaram pela greve, aprovando uma moção de repúdio à presença do aparato repressivo no campus Butantã, realização de aulas públicas (todos os dias) e de uma plenária conjunta de professores, estudantes e funcionários na quarta-feira, 17/6. Os docentes de Ribeirão Preto consideram que vivemos um momento crítico da história da USP, tendo a reitora sido alertada, na reunião do dia 5/6, sobre os riscos da presença da Força Tática no campus Butantã. Registram ainda que o papel de um administrador é assegurar o diálogo para preservar o ambiente universitário. Ressaltam que não podemos nos omitir. Sabemos como a presença da PM começa; não sabemos como termina.
A Assembléia Geral da Adusp em São Carlos, realizada em 9/6, considera que uma das principais virtudes do ambiente universitário é a tolerância, permitindo a livre discussão de idéias sem preconceitos e sem perigos de retaliações, tão comuns em ambientes autoritários. Considera que a presença de força militar armada no campus da capital é incompatível com a tolerância esperada em nosso meio. Espera a reabertura de negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis, pois considera que existem condições financeiras para obtenção de benefícios há muito tempo esperados e para a recuperação de perdas salariais históricas. Considera que o fechamento das negociações é outro sintoma do ambiente de intolerância reinante em nosso meio, e que esse ambiente é incompatível com o respeito à multiplicidade de idéias. Foi agendada nova Assembléia Geral para o dia 17/6, na pauta da qual consta a discussão do estado de greve no campus de São Carlos.
No campus da USP em Pirassununga, os docentes aprovaram indicativo de greve a partir de segunda-feira, 15/6; em Piracicaba haverá uma Assembléia dos Docentes na próxima semana.
Matéria publicada no Informativo nº 285
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