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“Negociações salariais não foram interrompidas”, e serão retomadas “ao longo de 2026, tão logo o quadro econômico da arrecadação permita avaliações mais precisas do cenário fiscal”, alega Cruesp em nota
O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) emitiu nota oficial, nesta sexta-feira 29 de maio, por meio da qual nega que as negociações salariais tenham sido “encerradas unilateralmente”. No entanto, o documento assinado pela reitora Maysa Furlan (Unesp), presidente do Cruesp, não faz referência a quaisquer agendas para a aludida “continuidade” da conversação entre as partes.
“Na última reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, realizada em 14 de maio deste ano, os reitores, ao serem indagados pelas lideranças do Fórum das Seis, esclareceram que as negociações deverão ter continuidade ao longo de 2026, tão logo o quadro econômico da arrecadação do estado de São Paulo apresente novos dados e permita avaliações mais precisas do cenário fiscal”, diz a nota.
Por fim, o Cruesp alega que sua proposta de reajuste salarial — de 3,47%, índice no entanto não explicitado na nota — foi apresentada no “contexto atual de arrecadação” e que ela “busca preservar o poder aquisitivo dos salários, sem comprometer o equilíbrio financeiro das universidades públicas paulistas”.
Íntegra da nota do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas
NEGOCIAÇÃO CRUESP E FÓRUM DAS SEIS
São Paulo, 29 de maio de 2026.
Em razão de informes que têm circulado junto à comunidade universitária, segundo os quais a negociação da campanha salarial de docentes e servidores das três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp) teria sido encerrada unilateralmente pelo Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), este Conselho esclarece que:
– As negociações salariais não foram interrompidas. Na última reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, realizada em 14 de maio deste ano, os reitores, ao serem indagados pelas lideranças do Fórum das Seis, esclareceram que as negociações deverão ter continuidade ao longo de 2026, tão logo o quadro econômico da arrecadação do estado de São Paulo apresente novos dados e permita avaliações mais precisas do cenário fiscal.
– Diante do contexto atual de arrecadação, o Cruesp apresentou uma proposta de reajuste salarial que busca preservar o poder aquisitivo dos salários, sem comprometer o equilíbrio financeiro das universidades públicas paulistas.
Maysa Furlan
Reitora da Unesp e Presidente do Cruesp
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