Defesa da Universidade
Segundo DCE, manifestação com mais de 5 mil assinaturas contra as longas filas fez Reitoria ampliar ocupação dos bandejões
O DCE-Livre “Alexandre Vannucchi Leme” considera que a decisão da Reitoria de aumentar o limite da taxa de ocupação dos refeitórios da universidade para até 75% de sua capacidade, de acordo com comunicado divulgado nesta segunda-feira (18/4), é fruto da pressão exercida pela(o)s estudantes.
“Em resposta ao abaixo-assinado do DCE-Livre da USP – Gestão Nossa Voz, que contou com mais de 5 mil assinaturas de estudantes de todos os cursos e campi da Universidade, a Reitoria determinou o aumento da capacidade dos bandejões para 75%, visando diminuir as filas absurdas e manter um mínimo distanciamento”, escreveu a entidade estudantil em suas mídias sociais.
“Mas a luta não acabou. Seguiremos pressionando para que sejam distribuídas marmitas para os estudantes em todos os RUs [Restaurantes Universitários], para que o oferecimento de bebidas retorne e para que haja contratação imediata de funcionários! Chega de filas nos bandejões!”, prossegue o DCE-Livre.
O pedido de aumento da capacidade de ocupação foi feito pela representação discente também na reunião do Conselho Universitário (Co) no dia 29/3. A ocorrência de enormes filas e longas esperas para fazer as refeições foi um dos problemas enfrentados pela comunidade uspiana no retorno às atividades presenciais.
No bandejão central, na Cidade Universitária, a capacidade estava limitada a 250 pessoas simultaneamente. Antes da pandemia, o espaço comportava até 650 pessoas.
De acordo com o comunicado da Reitoria, a decisão da Comissão Assessora de Saúde da USP foi tomada porque os refeitórios “são a única opção da alimentação para grande parte dos alunos” e “não foi detectado nenhum surto de transmissão de Covid-19 em decorrência do uso desses ambientes até o momento”.
Uso de máscaras permanece obrigatório
No mesmo comunicado, o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior afirma que, conforme dados do Boletim Epidemiológico USP-Covid do dia 13/4, disponível no site Retorno Seguro, “a situação da pandemia da Covid-19 no Estado de São Paulo continua melhorando”.
“Apesar dessa melhora consistente nos indicadores da pandemia, o uso de máscaras permanece obrigatório no transporte público e nos serviços de saúde, por determinação do Estado, e em todos os ambientes fechados da USP, por recomendação da Comissão Assessora de Saúde da Reitoria. A justificativa para isso é que as atividades acadêmicas exigem que os alunos permaneçam longos períodos próximos uns dos outros em ambientes fechados, o que favorece a transmissão do vírus — mesma lógica que o Estado utiliza para manter a obrigatoriedade no transporte público”, prossegue Carlotti.
“Por cautela”, a Comissão Assessora de Saúde da USP “decidiu manter a obrigatoriedade das máscaras em ambientes fechados e reavaliar essa regra nas próximas semanas”. “O uso de máscaras também é recomendado em ambientes abertos dos campi, sempre que houver maior concentração de pessoas”, diz o comunicado.
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