Defesa da Universidade
No Hospital Universitário da USP, trabalhadoras da Saúde rendem homenagem aos colegas que tombaram na linha de frente do combate à epidemia
| Sintusp |
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| Falta de proteção aos trabalhadores do HU é objeto de sucessivos protestos |
Nesta terça-feira (12/5), Dia Mundial da Enfermagem, funcionárias e funcionários do Hospital Universitário da USP (HU), com apoio do Sintusp, realizaram uma bonita homenagem aos trabalhadores de saúde vítimas da Covid-19, soltando balões brancos e pretos na entrada do local e fazendo um minuto de silêncio (assista ao vídeo). Os agudos problemas enfrentados por eles no HU foram apontados na manifestação:”Pela Vida! Liberação do grupo de risco, contratações, testes e EPIs”, resumia uma grande faixa, ao passo que outra registrava simplemente: “Luto na Saúde”.
Rosane Meire Vieira, auxiliar de enfermagem do HU e diretora do Sintusp, explicou que há necessidade de equipamentos de proteção individual de qualidade para enfrentar a atual epidemia: “O ideal seria que todos os funcionários da área da Saúde, que trabalham diretamente com o paciente, usassem o EPI de Covid. Isso não acontece. Existe uma dificuldade dos funcionários de adquirir o EPI necessário para trabalhar. E isso aumenta muito o índice de contaminação”.
Vânia Dias Ferreira, enfermeira especialista em laboratório de ensino da Escola de Enfermagem (EE-USP) e também diretora do Sintusp, explica, a propósito da Semana de Enfermagem que acaba de se iniciar, que o sucesso da atenção à saúde depende de uma grande variedade de profissionais: “A enfermagem tem um papel muito importante na atenção à saúde da população. No entanto, sem os vigias, motoristas, recepcionistas, aqueles que atuam nas áreas administrativas, nutrição, limpeza, manutenção, laboratório, serviços diagnósticos, centro de materiais e toda a equipe multiprofissional, seria impossível fazer a atenção à saúde”.
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