Privatização
No plebiscito, 60 mil recusam a Ebserh
Quase 63 mil pessoas ligadas a instituições de educação e saúde federais e a universidades estaduais votaram no plebiscito nacional sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizado pelo Andes-Sindicato Nacional (Andes-SN) entre os dias 2/4 e 19/4. O resultado mostra que 60.341 pessoas â 95,93% dos 62.899 votos depositados nas urnas â dizem “não” à implantação da Ebserh, ao passo que 2.269 (3,60%) optam pelo “sim”. Os votos em branco ou nulos foram 289 (0,45%).
Empresa estatal de direito privado, vinculada ao MEC, a Ebserh foi criada pela Lei 12.550/2011 e está sendo implantada pelo governo federal como novo modelo de administração dos hospitais universitários (vide Informativo Adusp 361, p.3).
Na USP, 896 pessoas votaram. Dessas, 890 manifestaram-se contra a Ebserh. Houve apenas um voto em branco. Dentre as unidades que participaram do plebiscito, a Faculdade de Odontologia de Bauru se destacou com 464 votantes.
“Quando se estabelece o debate, a comunidade universitária e os usuários do SUS rejeitam a adesão das universidades a esta empresa que, ao contrário do propagado pelo governo, fere a autonomia da universidade, privatiza um espaço público e precariza as relações de trabalho com os servidores”, diz trecho de ofício encaminhado pelo Andes-SN ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no qual se informa o resultado do plebiscito.
No documento, entidades sindicais, estudantis e organizações sociais cobram do governo a extinção da Ebserh, bem como “dotação orçamentária e a imediata abertura de concurso público para o quadro permanente das universidades”.
Informativo nº 362
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