Representação sindical
AG da Adusp aprova Texto de Resolução sobre os 50 anos de fundação das ADs e elege delegação ao 44º Congresso do Andes-SN, em março de 2026
A Assembleia Geral da Adusp realizada nesta quarta-feira (3/12) aprovou um Texto de Resolução (TR) a ser encaminhado ao 44º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e também elegeu os(as) representantes da entidade que participarão do encontro.
Com base no histórico de fundação das primeiras associações de docentes (ADs) do Brasil, em 1976, ainda durante a Ditadura Militar, o TR propõe entre outros itens que: “os 50 anos das primeiras Associações de Docentes do Andes-SN sejam tema de debate na reunião do GTHMD” [Grupo de Trabalho História do Movimento Docente do Andes-SN]; “que o GTHMD e o Cedoc [Centro de Documentação] mantenham esforços para resgatar, recuperar e documentar elementos da história do movimento docente e das seções sindicais do Andes-SN”; “que o Andes-SN, por meio do GTHMD, mantenha uma agenda comemorativa da fundação das seções sindicais”.
O texto lembra que uma das principais motivações para a criação da Adusp, em 1976, foram o exílio e o assassinato de docentes — entre eles(as), Vladimir Herzog, jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA).
O TR cita também Judith Klotzel, primeira mulher a presidir a entidade (gestão de 1985 a 1987), que em 1992 declarou ao Jornal da Adusp: “O papel desempenhado pela Adusp, tal como a conheci, destacou-se pela atuação na sociedade civil, com grande liderança na resistência à Ditadura, tanto dentro como fora da universidade”.
Além deste TR, foram apresentados e debatidos, mas não votados, outros 3 TRs que serão submetidos ao 44º Congresso: um do Grupo de Trabalho Políticas Agrárias e Socioambientais (GT-PAS), outro sobre o fundo único do Andes e o último sobre autonomia das seções sindicais para organizarem suas eleições internas.
A delegação eleita para representar a entidade no 44º Congresso será composta por Márcio Moretto (EACH), presidente da Adusp; Marcelo Ribeiro (FZEA), 2º vice-presidente; Elvio Rodrigues Martins (FFLCH), 1º secretário; Marcos Bernardino de Carvalho (EACH), 2º secretário; Michele Schultz (EACH); Everaldo Andrade (FFLCH); e Celso Oliveira (FZEA).
O congresso será realizado de 2 a 6 de março de 2026 na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, sob o tema central: “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: Andes-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”
A organização do encontro, instância máxima de deliberação da categoria, está a cargo da Regional Nordeste III do Andes-SN e da Comissão Organizadora da UFBA.
Moção pede retirada de punição a professora do município
A AG também aprovou o envio de moção pela revogação da punição sofrida pela professora Sabrina Teixeira, diretora regional do Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal (Sinpeem), em decorrência de sua atuação sindical em defesa dos(as) trabalhadores(as) de sua unidade. A professora foi punida pela gestão Ricardo Nunes (MDB), da Prefeitura de São Paulo, com um dia de suspensão e corte de ponto.
A moção afirma que “a atividade sindical é garantida pela Lei Orgânica do Município, pelo Estatuto do Funcionalismo Público Municipal, pela Constituição Federal e pelas Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), devendo ser respeitada em sua integralidade”.
“A retirada da punição é condição indispensável para o respeito e a garantia da liberdade de atuação sindical, sem constrangimentos ou prejuízos funcionais à servidora. O direito de greve e de organização sindical é uma conquista democrática, consagrada na legislação em todas as esferas, e deve ser defendido. A atuação sindical na aplicação das decisões coletivas da categoria é legítima, necessária e constitucional”, diz o texto, encaminhado à Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e à Diretoria Regional de Educação do Butantã.
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