A primeira reunião do Conselho Universitário da USP (Co) sob a gestão reitoral Aluisio Segurado-Liedi Bernucci ocorrerá na próxima terça-feira, 24 de fevereiro, das 14h às 18h. O item mais importante da pauta encaminhada aos integrantes do Co é a deliberação sobre as indicações, já anunciadas pelo reitor, de cinco pró-reitores(as) e respectivos pró-reitores adjuntos.

Serão submetidos ao Co, para homologação, os seguintes nomes: Pró-Reitoria de Graduação: Marcos Garcia Neira (FE), pró-reitor, e Paulo Takeo Sano (IB), pró-reitor adjunto; Pró-Reitoria de Pós-Graduação: Carlos Eduardo Ambrósio (FZEA), pró-reitor, e Marie-Anne Van Sluys (IB), pró-reitora adjunta; Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação: Maria Helena Palucci Marziale (EERP), pró-reitora; Carlos Eduardo Pellegrino Cerri (Esalq), pró-reitor adjunto de Pesquisa; e Norberto Peporine Lopes (FCFRP), pró-reitor adjunto de Inovação; Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária: Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira (IRI), pró-reitor, e Iran José Oliveira da Silva (Esalq), pró-reitor adjunto; Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento: Patrícia Gama (ICB), pró-reitora, e José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres (FM), pró-reitor adjunto.

Chama atenção, nesta nominata, a forte presença das chamadas “áreas tecnológicas”, bem como a ausência da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Ao mesmo tempo, é notável o fato de que, salvo remoto entendimento em contrário do Co, tanto a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz como o Instituto de Biociências deverão preencher, cada um, duas posições de pró-reitor(a) adjunto(a).

Constam da documentação encaminhada aos conselheiros e conselheiras as “diretrizes de gestão” de cada uma das pró-reitorias.

Além disso, o Co deverá eleger suas três comissões permanentes — Comissão de Legislação e Recursos (CLR), Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) e Comissão de Atividades Acadêmicas (CAA), bem como a Comissão de Ética da USP.

Outro ponto importante da pauta, não por questões institucionais internas à USP mas por seu forte simbolismo político, é a concessão in memoriam do título de Doutor Honoris Causa ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 no DOI-CODI, centro de torturas mantido pelo Exército durante a Ditadura Militar (1964-1985).

Herzog foi diretor de jornalismo da TV Cultura e professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA). A proposta de concessão do título partiu da direção da ECA e foi referendada por sua Congregação. No Co, a aprovação dependerá de quórum qualificado de dois terços, ou 82 votos.

EXPRESSO ADUSP


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