Campanha Salarial 2014
Para aprovar PIDV, reitor M.A. Zago vincula tema ao reajuste salarial e volta a atropelar oposição no Co
03/09/2014 12h10
Na reunião de 2/9 do Conselho Universitário (Co), que examinou a proposta da Reitoria de Plano de Incentivo a Demissão Voluntária (PIDV), o reitor M.A. Zago rejeitou "toda e qualquer solicitação de vistas de alguns membros e também solicitações para retirada de pauta, com pedidos para que se estabelecesse um período maior de discussão com a comunidade USP sobre esta questão", segundo informou em seu blogue o conselheiro José Renato Araújo, representante dos professores doutores no Co.
No debate, a principal alegação do presidente da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) foi "a vinculação da aprovação do PDV para o estabelecimento de qualquer possibilidade de construção de uma proposta de reajuste salarial, a ser encaminhada para o Cruesp", portanto "a posição da Reitoria foi a vinculação entre os dois pontos de pautas, apesar de serem votados separadamente, sendo impossível pensar, segundo a Reitoria, em qualquer proposta de reajuste salarial no caso de não aprovação" do PIDV. "Vários conselheiros se posicionaram contra os argumentos da Reitoria e da COP", relata José Renato, mas M.A. Zago conseguiu aprovar a proposta por 71 votos a 30, com 4 abstenções.
Neste contexto, a discussão seguinte, sobre o reajuste salarial, "foi pautada por uma posição da Reitoria, baseada nos estudos da COP, da impossibilidade de construção de qualquer outra proposta pelo CO", de modo que "encaminhou-se a votação do parecer da COP, condicionando que em caso de não aprovação nosso reitor iria dar os encaminhamentos necessários à construção de uma proposta alternativa àquela".
A proposta da COP, endossada pela Reitoria e aprovada por 75 votos a 15, com duas abstenções, é a seguinte: recomendação "ao) M. Reitor encaminhe ao Cruesp a proposta de reajuste salarial de 5,2%, correspondente ao índice FIPE, a ser concedido em duas etapas: a primeira de 2,6%, a partir de outubro de 2014, e a segunda de 2,534%, a partir de janeiro de 2015".
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