Carreira docente
Congregação do ICB soma-se às que rejeitam o ranqueamento de docentes na progressão horizontal
05/01/2021 16h30
No final de dezembro de 2020, a Congregação do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) aprovou uma concisa moção contrária ao ranqueamento dos docentes inscritos no processo de progressão horizontal, juntando-se assim a outros colegiados que já haviam manifestado sua rejeição a essa medida instituída pela Comissão Permanente de Avaliação (CPA).
“Cada docente que preencha os parâmetros estabelecidos pela Unidade para o perfil almejado deveria ser contemplado com a progressão na carreira. Trata-se de uma análise de mérito, considerando-se que os planos plurianuais das Unidades e Departamentos foram aprovados pela Comissão de Avaliação Institucional (CAI), assim como o plano individual de cada docente foi aprovado pela CAD”, diz o documento da Congregação do ICB.
“Ademais, o ordenamento obriga dirigentes, em todos os níveis, a comparar desempenhos meritórios e que, por justiça, deveriam ser valorizados pela Universidade. Esse ordenamento traz desarmonia e uma desnecessária competitividade ao ambiente acadêmico. Solicitamos, portanto, que todo docente que tem mérito tenha o reconhecimento da USP na forma de uma progressão na carreira”.
A manifestação robustece opiniões anteriores, como a da Congregação da Escola de Comunicações e Artes (ECA), para quem o processo gera “um clima de desconfiança”, ou a da Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), segundo a qual o edital promove “acirrada competição entre parceiros”. E, na última reunião do Conselho Universitário em 2020, a crítica partiu das congregações do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) e do Instituto de Biociências (IB) “Se a Universidade não for capaz de contemplar a todos os que alcançaram o mérito definido no projeto acadêmico de cada unidade, então essa progressão seletiva não reconhecerá o mérito em si”, destacou a Congregação do IB.
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