Conjuntura Política
Protestos de 9/4 reforçaram repúdio às políticas genocidas do governo Bolsonaro
No último sábado (9/4), muitas entidades, movimentos, partidos políticos e mandatos parlamentares reuniram-se na Praça da República, no centro da capital paulista, para bradar #ForaBolsonaro e #BolsonaroNuncaMais. Nessa mesma data, em outras grandes cidades brasileiras, como Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS), manifestantes saíram igualmente às ruas em protesto contra o agravamento das condições de vida de milhões de brasileiras e brasileiros e o desmonte do Estado brasileiro pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Os discursos denunciaram a política genocida do governo durante a pandemia de Covid-19 e o avanço da inflação — especialmente dos preços dos alimentos e dos combustíveis, como gasolina e gás de cozinha. As denúncias de corrupção também foram lembradas, como os mais recentes episódios envolvendo o MEC”, relata a professora Michele Schultz, presidenta da Adusp. Um grupo de docentes da USP participou da manifestação.
Depois de aproximadamente duas horas na Praça da República, milhares de pessoas caminharam até o Largo São Francisco, onde se concentraram para os discursos finais. No caminhão de som, Guilherme Boulos (PSOL), dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), homenageou a memória do professor Dalmo Dallari, falecido na véspera, e lembrou da importância de se finalizar o ato num local em que ocorreram muitas manifestações contra a Ditadura Militar.
“Minha avaliação é de que o ato foi bastante representativo e que devemos continuar mobilizados, nas ruas, nas redes e em todos os espaços possíveis para derrotar Bolsonaro e o bolsonarismo!”, conclui Michele.
De acordo com a agência Pública, “mais de 1.550 pessoas e mais de 550 organizações assinaram pedidos de impeachment ” de Bolsonaro. O Andes-Sindicato Nacional, ao qual a Adusp é filiada, assina um deles ao lado de 400 entidades, movimentos sociais e partidos políticos. Apesar da representatividade e legitimidade da maioria desses pedidos, eles vêm sendo sistematicamente barrados e ignorados, primeiro pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (à época no DEM) e depois pelo atual presidente da casa, Arthur Lira (Progressistas).
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